Inovação e tecnologia inéditas são os diferenciais da Monodor, empresa de origem suíça que, no Brasil, tornou-se a primeira a produzir cápsulas monodoses de café com o padrão internacional da Nespresso. Localizada em Varginha, no Sul de Minas, a fábrica é um dos projetos concretizados em 2025 a partir do financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
“Além da localização estratégica, considerando o mercado do café em Minas Gerais, encontramos no estado as melhores condições para empreender, inclusive as linhas de crédito do BDMG”, conta o CEO da Monodor, Ricardo Flores. O negócio, inaugurado em novembro de 2025, tem o potencial de transformar o setor cafeeiro nacional e exemplifica o impacto da atuação do BDMG para fortalecer o setor produtivo mineiro.
Impactos
O acesso ao crédito diferenciado do BDMG contribuiu para que a Monodor decidisse instalar sua fábrica em Minas Gerais. O CEO da empresa explica que, até então, as marcas que desejavam ter o café em cápsulas compatíveis ao modelo Nespresso precisavam importar produtos para realizar o processo ou realizar as etapas fora do país.
“A nossa tecnologia agrega até cinco vezes o preço da commodity. Entregamos uma cápsula de café com as técnicas e qualidade da Suíça”, afirma Ricardo Flores. O projeto inclui ainda um Centro de Inovação e Desenvolvimento para embalagens.
Com capacidade de fabricar até 5 milhões de cápsulas por mês, a indústria atende clientes que produzem a partir de seis sacas de café. A projeção é começar a exportar para Chile e Argentina em 2026.
Crescimento robusto
Em 2025, o BDMG financiou quase 6 mil empresas de todos os portes, segundo o relatório de administração divulgado pela instituição. As operações chegaram a quase 90% dos 853 municípios mineiros e fecharam em R$ 4,4 bilhões em créditos liberados, um recorde renovado pelo terceiro ano seguido, e que estimularam a geração de 104 mil empregos em Minas Gerais.
Com o crescimento da atuação para impulsionar empresários e prefeituras, o BDMG encerrou 2025 com um lucro líquido de R$ 185 milhões, 37% superior ao do ano anterior.
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Ainda segundo as demonstrações financeiras divulgadas pelo BDMG, os financiamentos aos micro e pequenos negócios somaram R$ 530 milhões em 2025. Já para as médias e grandes companhias foram R$ 3,5 bilhões em créditos, um avanço de 41%, incluindo o agro.
Os créditos liberados apenas para os empresários do agronegócio saltaram 70% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 2,5 bilhões. O volume representa mais da metade de todos os financiamentos realizados.
O relatório também aponta avanços em índices que refletem a solidez financeira do banco. O saldo de carteira do BDMG fechou 2025 em R$ 9,2 bilhões, crescimento de 16%. O Patrimônio Líquido da instituição encerrou o ano no patamar de R$ 2,4 bilhões. Já o volume de captações ficou em R$ 2,3 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão em instrumentos locais.
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