De acordo com a Arena das Dunas, o Vasco recebeu de forma antecipada 70% do valor total previsto no contrato para a realização da partida, que era de R$ 1 milhão. O adiantamento, equivalente a R$ 700 mil, foi pago antes do evento. No entanto, o amistoso não ocorreu após o clube uruguaio cancelar a viagem à Natal na véspera, alegando problemas logísticos relacionados a uma alteração no horário do voo da delegação.
A administração do estádio sustenta que não teve qualquer responsabilidade sobre a decisão do Montevideo Wanderers de não viajar e, por isso, não poderia ser penalizada pelo cancelamento. Segundo a Arena, mesmo após o pedido de devolução dos valores pagos antecipadamente, o Vasco teria se recusado a restituir a quantia e, ainda, passou a cobrar os R$ 300 mil restantes previstos em contrato, como se a partida tivesse sido realizada.
Na ação judicial, a Arena das Dunas afirma que a postura do clube configura má-fé e oportunismo, além de distorcer os fatos ao atribuir ao estádio a responsabilidade pelo cancelamento do amistoso. O entendimento da administração é de que a causa jurídica que justificaria o pagamento, já que a realização do jogo deixou de existir, o que tornaria indevida a retenção dos valores.
“Tal conduta é inaceitável e beira o absurdo. O Vasco pretende reter uma vultosa quantia sem ter prestado qualquer serviço e, de forma ainda mais grave, cobrar por um evento que não aconteceu por razões alheias à responsabilidade da Arena das Dunas”, argumenta o estádio no processo. A Arena também destaca que sofreu prejuízos financeiros e operacionais com o cancelamento do evento, após ter cumprido todas as suas obrigações contratuais.
O Vasco, por sua vez, alega descumprimento contratual por parte dos organizadores do evento. Em nota divulgada no dia 4 de julho de 2025, o clube informou que a decisão de não realizar a partida foi motivada pelo não cumprimento de compromissos assumidos pelas empresas responsáveis, além da ausência das garantias previstas no acordo. Segundo o clube, cabia aos organizadores assegurar a presença do adversário na data estipulada.
Segundo a apuração da ESPN, o Vasco reafirmou sua posição e disse que eventuais prejuízos sofridos serão discutidos judicialmente. Em decisão inicial, a Justiça negou o pedido de tutela cautelar de arresto solicitado pela Arena das Dunas, determinou que o Vasco apresente sua defesa e recomendou que as partes avaliem a possibilidade de um acordo.
Enquanto a disputa segue na esfera judicial, o Vasco mantém sua agenda esportiva. O clube enfrenta o Nova Iguaçu no dia 18 de janeiro, em São Januário, e depois encara Flamengo e Boavista fora de casa, pelo Campeonato Carioca.
Fonte: Esporte News Mundo

