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Deputado Barba e vereador Josa denunciam Sabesp ao Ministério Público

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Após realização de audiência pública na Câmara Municipal de Diadema, o deputado estadual Teonilio Barba e o vereador Josa Queiroz, ambos do PT, entraram com uma representação junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para pedir a investigação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Desde o início do mês de abril os moradores de Diadema têm recebido água suja, até mesmo barrenta e com péssimo cheiro, totalmente imprópria para consumo. A água suja que abastece as residências no município, segundo os moradores e a denúncia, é imprópria inclusive para tomar banho ou lavar louça.

Representantes da Sabesp foram convidados à participar da audiência pública, realizada dia 29 de abril para que apresentassem a população uma solução para a péssima qualidade da água. Os representantes alegaram que a água está suja por conta das fortes chuvas que caíram sobre os reservatórios no início do ano e que levaram a sujeira para as superfícies.

Na ocasião o vereador Josa apontou que a Sabesp tem a obrigação de filtrar a água coletada adequadamente, “a população paga para ter água limpa na torneira e a Sabesp tem a obrigação de entregar esse produto”. O deputado Barba cobrou da Sabesp que a situação seja solucionada o mais rápido possível. “A saúde da população está em risco e a companhia é a responsável”, afirmou Barba.

Na representação junto ao MP, os parlamentares ressaltam que é indispensável que a Sabesp compense os munícipes prejudicados pelo fornecimento de água imprópria para o consumo. Desta forma, segundo a denúncia, se faz justa uma compensação pelos danos morais coletivos. Também de acordo com a representação, o fornecimento de água com coloração marrom, até barrenta, com resíduo e cheiro desagradável, impõe a revisão de tarifas ou mesmo a não cobrança pelo fornecimento de água, no período em que a mesma se apresenta com qualidade duvidosa.

“Queremos ser ressarcidos dos dias que ficamos sem água para beber, das caixas de água que tiveram que fazer limpeza. Queremos respeito com o povo de Diadema”, destacou Gislaine, representante do Movimento Água Limpa. Já a moradora Loudes Maria, do Jardim Campanário, lembrou que ninguém quer nada de graça. “Nós já pagamos pela água, o que queremos é pagar para receber água limpa”, diz.

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