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Construção de condomínio ameaça 700 empregos da empresa Delga: impasse continua

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O impasse sobre a construção de um empreendimento imobiliário ao lado da empresa Delga, em Diadema, continua. Na última quarta-feira (10), o coordenador da Regional Diadema do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e CSE na Delga, Claudionor Vieira do Nascimento, participou de uma nova reunião na Prefeitura de Diadema com a comissão formada no fim do ano passado para acompanhar o caso.

Integram a comissão, além dos Metalúrgicos do ABC, a secretária municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Regina Gonçalves, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Laércio Pereira Soares, cinco vereadores representando a Câmara, representantes da empresa e da construtora que adquiriu o terreno vizinho à metalúrgica.

Claudionor contou que a Delga e a construtora estão conversando para tentar encontrar saídas, mas que até o momento não chegaram a um consenso sobre o que seria uma alternativa viável. “Ficou acertado que eles retomarão a conversa para buscar um caminho que seja o melhor possível”, contou o dirigente.

Durante o encontro, foi reforçado que todos precisam ter responsabilidade social. De acordo com o sindicato, a construtora não levou em consideração que ali tem uma empresa há mais de 20 anos com um nível alto de barulho. “Não pensou na mobilidade em uma rua estreita, um morador não tem como entrar no prédio se alguém estiver manobrando uma carreta. Só pensaram na especulação imobiliária e não na vida das famílias e dos quase 700 trabalhadores”, enfatizou Claudionor.

O representante dos Metalúrgicos também cobrou um posicionamento do Executivo de Diadema e ressaltou que o sindicato tem a solidariedade dos comerciantes e moradores locais e o compromisso da Câmara Municipal em defesa dos trabalhadores.

“A Prefeitura também tem que ter responsabilidade social, não podemos deixar que mais uma empresa vá embora da cidade. Os trabalhadores não vão abrir mão do bem mais precioso que eles têm que é o emprego. Se alguém colocar algum bloco para construir ali, os trabalhadores vão ocupar o terreno”, reforçou.

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