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Condi do Polo: ‘Um pouco de minha história nos 45 anos de Polo Petroquímico’

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Eu sou Avelino Condi. O Condi do Polo e contarei um pouco de minha história nestas quase quatro décadas de empresa. Comecei a trabalhar no Polo Petroquímico de Mauá em 1974, aos 19 anos de idade, na função de bombeiro, a convite de um operador da turma formada pelo Senai que não se adaptou.

Em 2019, completarei 45 anos de Polo Petroquímico. Durante esse período, acompanhei a mudança de nome da empresa cinco vezes. De EBT, passou para PQU, Unipar, Quattor e, agora, Brasken.

Mudanças que nunca foram tranquilas para os mais de dez mil funcionários que trabalharam, nos primeiros anos do polo. Quem é antigo em Mauá, cresceu vendo aquela enorme chaminé em Capuava iluminando (no início, poluindo) as noites e mais noites da população.

O Polo Petroquímico foi criado em 1972 no entorno da Refinaria de Capuava (Recap), que já foi uma das maiores do Brasil. Passamos ao longo destes anos por muitos momentos. Apesar de ser uma indústria de ponta, já que refina petróleo e derivados, nestes 45 anos uma das grandes evoluções para os trabalhadores foi em relação à segurança dos empregados e da comunidade. E acreditem, esses 45 anos voaram. Acho que sou o operador com mais tempo em atividade no polo.

Ao longo desse quase meio século, passamos pela ditadura militar, hiperinflação, recessão, mas sempre firmes, com segurança e gerando impostos para a cidade. O Polo Petroquímico representa para a cidade de Mauá aproximadamente 70% de sua arrecadação.

Mesmo com toda segurança, trata-se de uma atividade de risco. Já presenciei incêndios que foram prontamente debelados e acidentes socorridos com muita eficiência por nossas equipes. É algo muito triste. Depois de mais de 3 mil noites trabalhando com um grupo, essas pessoas passam a fazer parte da sua família. Tenho muito orgulho de ter passado 35 viradas de ano novo trabalhando e sem o registro de nenhum acidente pessoal.

Não sei mais quantos anos tenho pela frente no polo, mas gostaria de trazer algumas de nossas histórias. Afinal de contas, tudo que conquistei na vida devo ao polo e à cidade de Mauá, que enfrenta um triste momento político.

Quem sofreu durante anos vendo aquela tocha acesa minimamente merece respeito, nossa dedicação e o nosso trabalho com honestidade, porque o povo de Mauá é guerreiro.Obrigado, Condi.

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