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Imasf: chegou a conta para o funcionalismo pagar

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No último Notícias do Município de 2018, o de número 2.036, de 28 de dezembro, na página 57, foi publicado o valor que cada servidor público que está no plano médico vai pagar pelos serviços prestados pelos hospitais e o Imasf. Além disso, aumentará também a participação dos funcionários com seu salário. Antes, todos pagavam igualmente 4% e, agora, dependendo do salário, o percentual vai variar de 4,3% a 6%.

A desculpa para tudo isto, como sempre, foi a gestão do PT. Parece brincadeira, e tem gente que acredita: o prefeito de São Bernardo levou dois anos, fez a gestão do plano durante a metade de seu mandato e, agora, diz que foi o PT que criou o problema? Por que ele não apresentou um estudo da situação do Imasf em março ou abril de 2017, pouco tempo depois de ter assumido a Prefeitura? Era só realizar um levantamento e mostrar que havia problema antes, mas não foi o que ocorreu. O prefeito identificou a dificuldade financeira depois de dois anos no cargo! Fácil né?

Ou então, a verdade seja: antes não havia essa necessidade de ajuste financeiro. Agora, que ele criou o problema, está jogando a conta do ajuste nas costas dos trabalhadores do serviço público. Vejam os absurdos de preços que serão cobrados dos pacientes e confira no Notícias do Município a tabela publicada pelo prefeito.

Na rede normal de atendimento, o trabalhador vai pagar 30% do valor da consulta, cada vez que for ao médico. Além disso, se for realizar exame, vai pagar de R$ 25 a R$ 80 por cada exame realizado. E olha o absurdo: em caso de internação, o paciente pagará R$ 150 cada vez que usar esse tipo de atendimento.

O servidor arcará com esses custos cada vez que utilizar o atendimento médico. No caso dos hospitais de referência, Assunção e Brasil, ele pagará R$ 50 a consulta, os exames vão variar de R$ 35 a R$ 110 e a internação chegará a R$ 300. Nem os atendimentos do ambulatório do Imasf estão livres de custos. Entrou lá, cada atendimento custará R$ 5. Aos que não estão acreditando, clique aqui e veja o Noticias do Município.

O funcionalismo desrespeitado, sem reajuste, vai ter redução de salário de 0,3% a 2% pelo aumento da participação do plano, se não usar, e caso precise de atendimento terá de deixar ainda mais dinheiro no cofre da Prefeitura. Este plano pode até salvar o Imasf da sua atual má gestão, mas vai deixar o servidor na UTI.

Este é o jeito tucano do prefeito administrar São Bernardo do Campo. Jogar a culpa nos outros, esfolar os funcionários e abandonar a cidade. Que tristeza!

Crédito da foto: PMSBC

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