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Mauá, grande cidade, mas pobre a sina de seus moradores

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Que situação a dos moradores de Mauá. Quando se vai às urnas, as pessoas esperam que o governante eleito possa melhorar suas vidas. Foi assim com o ex-presidente Lula, em 2002. Todos esperavam melhorias, que de fato vieram, para os de baixo e também para os de cima.

Em Mauá, prevaleceu o contrário. Em 2016, a população entrou no embalo do fora PT e elegeu Átila Jacomussi (PSB) para prefeito até 2020. Mas aí deu ruim. Em maio, o prefeito foi preso durante a operação Prato Feito, da Polícia Federal, destinada a desmontar esquema de desvio de recursos para a compra de merenda escolar em 30 prefeituras. Durante a batida, a PF encontrou R$ 80 mil dentro de uma panela no armário.

Depois de 37 dias encarcerado, em 15 de junho, a defesa de Átila Jacomussi obteve habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A sua nova liberdade não durou seis meses. Em 13 de dezembro, ele foi novamente detido pela PF, desta vez durante a operação Trato Feito, que apurava o pagamento de propinas ao prefeito por nove empresas de diferentes ramos. Além de Átila Jacomussi, a PF prendeu o seu secretário de Governo, João Eduardo Gaspar, e investiga o pagamento de mensalinho a 22 dos 23 vereadores da cidade. O único vereador que não estaria envolvido no esquema de corrupção é Marcelo Oliveira, do PT.

Além das denúncias de corrupção, como pode dar certo um governo em que o prefeito e a sua vice-prefeita Alaíde Damo (PMDB) não se entendem? Assim que foi preso, ela demitiu todos os indicados de Átila, substituindo por gente de sua confiança. Quando ele reassumiu, foi a sua vez de exonerar os nomeados pela vice. Nesta quinta-feira (27) pela manhã, Alaíde Damo tentou assumir a Prefeitura e foi impedida pelos indicados de Átila.

A Câmara Municipal de Mauá iria votar o afastamento de Átila Jacomussi ontem, mas a sessão foi cancelada porque o presidente da Casa é o pai do prefeito… E a novela segue. Dos 23 vereadores da cidade, 22 tiveram seus gabinetes revistados pela Polícia Federal, com suspeita de receberem benefícios para votar assuntos de interesse do prefeito.

E a população, esta sim sofre e muito. Como fazer para aplicar políticas públicas para ajudar os que mais precisam em um cenário como este?

Como fica o investimento de 25% em educação se a cada seis meses assume um secretariado e prefeito, com novas diretrizes? Como aplicar os 15% em saúde pública se não se sabe a quem obedecer? Como resolver a situação do Hospital Nardini, foco de eternos problemas na saúde pública?

Alaíde Damo, a vice-prefeita, vai tentar assumir a cargo de prefeita na tarde desta quinta feira (27) e já está pedindo para que os apoiadores de Átila apresentem os seus pedidos de demissão. Que cidade aguenta isso? E ainda faltam dois anos de mandato até que uma nova eleição seja realizada. Essa insegurança jurídica precisa ser resolvida o mais rápido possível, sob o risco de a cidade simplesmente se inviabilizar.

Que o Judiciário resolva logo a questão e que os políticos da cidade se resolvam. Quem não pode mais esperar é a população, que sofre com isso no seu dia a dia.

 

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