Salvador do Imasf? Menos, prefeito, bem menos! A ufania de alguns órgãos de imprensa em relação à aprovação de projeto do Executivo  municipal que visaria “sanar o déficit financeiro” do Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo (Imasf) esconde três aspectos fundamentais: o lamentável posicionamento da bancada de sustentação na Câmara, o papel subserviente da “imprensa regional” e a identificação de quem, de verdade, vai pagar pelo rombo na Autarquia.

A pedido do superintendente do Imasf, o prefeito enviou à Câmara um projeto que penaliza, ainda mais, os servidores públicos da cidade. Aqui, cabe ressaltar que, mais uma vez, os vereadores da base de sustentação do prefeito Orlando Morando (PSDB) aprovaram projeto relacionado às vidas de milhares de trabalhadores e de suas famílias sem nenhuma discussão com a categoria ou, sequer, o devido debate no Parlamento. A história se repetiu: os projetos descem do 18º andar do Paço e são aprovados sem nenhum estudo ou debate. Nem tempo para ler a íntegra há.

Isso nos leva a crer que estes mesmos vereadores, que aprovam seja lá o que for enviado pelo Executivo, acreditem nas bravatas e nas manchetes messiânicas de jornais e blogs da região. Hoje, fomos surpreendidos por chamadas que remetem ao prefeito a figura de “salvador” do Imasf, ao mesmo tempo em que repetem a ladainha imposta pelo “marketing eleitoral” estabelecido na Administração da cidade. É algo como se todas as ações de divulgação dos atos da atual gestão fossem meras peças publicitárias para disputa eleitoral, o que fere princípios básicos daquilo que consideramos a forma republicana de dar transparência aos atos dos governos. Aqui cabe destacar que estas empresas jornalísticas jamais consultam ou procuram saber quais os posicionamentos e versões dos trabalhadores.

Finalmente, e o mais sensível para nós, trabalhadores públicos, é que prefeito, vereadores, empresas jornalísticas e seus asseclas escondem que, de fato, quem vai pagar por mais esta crise são os servidores e, porque não, o contribuinte.

Eleito a partir de promessas de valorização dos servidores, Orlando Morando vem se constituindo como o pior prefeito da história para nossa categoria! Ao invés do “carinho” prometido, estamos vivendo dois anos seguidos de retirada de direitos históricos e de acúmulo de perdas salariais.

Agora, ao impor um aumento de 20% aos beneficiários do Plano Especial e a cobrança de R$ 5 mensais a mais por dependente do Plano Básico, o prefeito e os vereadores de sustentação ampliam o acúmulo de perdas econômicas aos servidores. Além disso, com a criação de um dispositivo chamado de “coparticipação”, todos os beneficiários, de todos os planos, terão que pagar taxas extras em cada atendimento ou procedimento médico.

Diante disso, nosso Departamento Jurídico está analisando o projeto para que possamos avaliar quais as medidas judiciais cabíveis para que os impactos às finanças dos trabalhadores sejam impedidos.

Para quem esperava o Abono de Natal, a abertura do diálogo com a categoria e o respeito à nossa data-base, o que vimos, mais uma vez, foi o desrespeito, a arrogância e o autoritarismo de um governo que elegeu os servidores como alvo de sua sanha persecutória.

O ano de 2019 vai demandar muita mobilização e resistência. Ou os servidores se conscientizam dos riscos que estamos correndo, ou o plano de aniquilação de todos os direitos elementares de nossa categoria será colocado em plena prática por este governo.

* Por José Rubem, presidente do SINDSERV – Sindicato dos Servidores Públicos de São Bernardo do Campo

Crédito da foto: Priscila Cardoso

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