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Bolsonaro, difícil não é ser empresário no Brasil. Difícil é estar desempregado!

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Em mais uma de suas declarações desastrosas, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse ontem (4), durante reunião (de toma lá, dá cá) com as bancadas do MDB e do PRB, que é muito difícil ser empresário no Brasil em função da legislação trabalhista em vigor. Participaram do encontro os deputados emedebista Celso Jacob, que, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre pena em regime semiaberto, e Marcos Pereira (PRB), aquele flagrado pedindo dinheiro para a JBS.

Bolsonaro alega que, mesmo depois da deforma Trabalhista, a vida ainda está muito dura para os empresários. Após rasgarem a CLT, retirarem mais e mais direitos, ter havido redução de um terço de processos trabalhistas, o novo presidente da República diz que precisa cortar mais e utiliza isso como argumento para justificar o fim do Ministério do Trabalho, que, para ele, seria na verdade um sindicato do Trabalho.

Isso está em sintonia com o que o presidente eleito vem fazendo. Ele manteve o Ministério do Turismo, mas acabou com o da Indústria, sinal claro de que industrialização não é sua prioridade. Assim, também não precisará do Ministério do Trabalho.

Na verdade, o difícil mesmo é ser desempregado no Brasil. São cerca de 12 milhões sem ocupação, ou seja, 12% do País. Se somado aos que desistiram de procurar emprego porque não acham (desalentos), o total de pessoas sem ocupação chega a 27,6 milhões. E as contas não param de chegar todo mês: aluguel, remédio, comida, transporte, roupa, energia elétrica, gás de cozinha, padaria etc.

“Quero cumprimentar quem votou na reforma Trabalhista. Devemos aprofundar isso daí. Ninguém mais quer ser patrão no Brasil, é horrível ser patrão no Brasil com essa legislação que está aí”, afirmou Bolsonaro, segundo o relato de O Globo.

Realmente, a situação está fácil mesmo é para quem sai todo dia distribuindo currículo, batendo de porta em porta, sendo humilhado ao ter de topar trabalhar em qualquer coisa e por qualquer salário para, no fim do dia, voltar para casa sem nada. E ter de enfrentar o olhar de parentes e vizinhos que, sem dizer nada, passam a impressão de que é sua a culpa por não ter conseguido trabalho.

Considerando o número total de desempregados e desalentados, são cerca de 28 milhões de brasileiros. Milhões de pessoas desmotivadas que sabem que, a cada mês que passa, mais difícil fica a sua situação.

O jovem que fez a duras penas um curso técnico ou faculdade, sabe que, quanto mais demora para entrar no mercado de trabalho, mais defasado e difícil será encontrar no futuro uma oportunidade em sua área. Trabalhador mesmo qualificado, mas sem experiência, nada consegue.

O ex-capitão não conhece o desespero que atinge estas pessoas e suas famílias. Ele ficou no Exército, que tem estabilidade, depois virou político profissional, por 27 anos, sem ter chefe, sem precisar dar satisfação a ninguém, e agora é presidente da República. Com mais quatro anos de emprego garantido, não vai saber mesmo o que sente o pobre do trabalhador brasileiro.

E ainda tem a desfaçatez de se condoer com empresários que, a cada dia, ficam mais ricos, concentrando cada vez mais a renda. Que Deus tenha piedade deste Brasil!

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