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Moradores do Cafezal protestam na Câmara contra ação de despejo de Orlando Morando

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Um grupo de moradores do bairro Cafezal, da região do Montanhão, foi até a Câmara Municipal de São Bernardo ontem (7) protestar contra as notificações de despejo que o governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) está entregando a famílias do local.

Larissa Cabreira, moradora do bairro há 12 anos e mãe de duas filhas, explicou que os moradores estão desesperados, pois a notificação deixa claro que é para desocupar as moradias. “Nós não temos para onde ir caso eles nos forcem a desocupar as nossas casas. Primeiro, eles falaram para irmos na Secretaria de Habitação fazer um cadastro, depois descobrimos que era para a gente desocupar”, disse.

Integrante da base de sustentação do prefeito Orlando Morando, o vereador Ivan Silva (Solidariedade) afirmou que a Prefeitura está cumprindo uma determinação do Ministério Público, que recebeu denúncia anônima, informando que no bairro estaria havendo novas ocupações. “Quem comprovar que mora no Cafezal e apresentar um documento, como matrícula dos filhos na escola ou cadastro na UBS, pode desconsiderar a notificação”, afirmou Silva.

As notificações, em papel timbrado da Prefeitura de São Bernardo e da Secretaria de Habitação (Sehab), foram entregues, segundo representantes do bairro, a moradores de várias vielas, datada de 1º de novembro, solicitando que os proprietários apresentem documentação do imóvel à Secretária de Habitação.

A vereadora Ana Nice, do Partido dos Trabalhadores, cobra do Executivo um projeto habitacional que contemple a população não só do bairro Cafezal, como também de outras localidades de São Bernardo.

Segundo a parlamentar, as demolições em São Bernardo vêm acontecendo desde o ano passado e sempre com ação truculenta da Guarda Civil Municipal (GCM). “O Montanhão/Cafezal não é um caso isolado. Sabemos que outras comunidades estão tendo demolição de moradias. Essas ações estão pipocando em toda a cidade. E o mais grave: de forma violenta pela GCM. O que defendemos e a população precisa é de construção e não de destruição de moradias”, disse Ana Nice.

Regis Ferraz, também do Cafezal, lembrou que a população não aceita ter suas casas demolidas pela Prefeitura. Ele ressaltou que a população do bairro vai acionar a Defensoria Pública e a palavra de ordem no bairro é resistir.

No governo do prefeito Luiz Marinho (PT), de 2009 a 2016, durante o Orçamento Participativo (OP), foi aprovado projeto de urbanização do Montanhão. Também na gestão Marinho, foram construídas mais de 5 mil moradias, com forte investimento em programas de regularização fundiária.

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