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Mais de 42 mil trabalhadores da base dos Metalúrgicos do ABC conquistam 5% e cláusulas sociais

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Os Metalúrgicos do ABC, reunidos em Assembleia Geral na Regional Diadema, no dia 17, aprovaram o reajuste salarial de 5% negociado pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT), com as bancadas patronais do G3, G2, G8, Sindratar e Sindicel. O reajuste representa aumento real de 1,31% mais 3,64% de reposição da inflação pelo INPC. O presidente dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, ressaltou que o sucesso da Campanha Salarial é resultado de muita luta da categoria.

“Fizemos paralisações e assembleias para pressionar os patrões que se mantinham resistentes ao acordo. A Convenção Coletiva é sucesso à luz das trevas que são a reforma Trabalhista e a terceirização na atividade-fim. É a democratização das relações de trabalho, não essa selvageria que reforma Trabalhista trouxe”, afirmou Wagnão.

As propostas dos demais grupos que não chegaram aos 5% em uma única parcela foram rejeitadas pelos trabalhadores. Confira detalhes na tabela abaixo. “Os grupos Fundição, Estamparia e G10 podem nos procurar até domingo para chegar aos 5% e cláusulas sociais. Segunda, dia 22, é greve. A luta é de todos nós”, chamou Wagnão.

Para o presidente da FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, a maior vitória foi a conquista do aumento real e da Convenção Coletiva com o G3. “A grande vitória é ter uma proposta boa do Grupo 3, mas isso foi graças aos trabalhadores, não só aqui do ABC, mas em várias cidades do Estado onde houve pressão. Não tínhamos acordo com esse grupo há quatro anos”, declarou Luizão.

“Nos últimos três anos as negociações foram muito desgastantes, evoluíamos até determinado momento, a mesa desfazia e éramos obrigados a buscar acordos por empresas. Agora, apesar do desgaste e toda a dificuldade encontrada, chegamos a um entendimento”, prosseguiu. “Todo o esforço e a luta valem a pena quando se tem uma categoria igual a essa junto. Cada um contribuiu pressionando de alguma maneira, seja em assembleia nas fábricas ou em conversas nas empresas, o que acabou surtindo esse efeito positivo para que grupos patronais se movimentassem com propostas.”

Cláusulas Sociais

A respeito das Convenções Coletivas de Trabalho, CCT, Luizão explicou que sob enorme truculência patronal em pleno uso da nova Lei Trabalhista, foram feitas algumas mudanças nas Convenções Coletivas vigentes anteriormente para garantir a renovação urgente em vista do fim da ultratividade. “O que temos hoje de conquistas na Convenção Coletiva é motivo de muito orgulho”, disse Luizão.

Propostas apresentadas por grupo

GRUPO 3

Em 1º de setembro: 5% de reajuste. Vigência das cláusulas sociais por 2 anos.

APROVADA

 

SINDRATAR e SINDICEL

Em 1º de setembro: 5% de reajuste. Vigência das cláusulas sociais por 2 anos.

APROVADA

GRUPO 2

Em 1º de setembro: 5% de reajuste, falta definir vigência e detalhar a aplicação desses 5%.

APROVADA

GRUPO 8.3

Em 1º de setembro 5% de reajuste. Vigência das cláusulas sociais por 1 ano.

APROVADA

GRUPO 8.2

Em 1º de setembro 5% de reajuste. Vigência das cláusulas sociais por 1 ano.

APROVADA

GRUPO 10

Em 1º de setembro: Só o INPC (3,64%) Vigência das cláusulas sociais por 1 ano.

REJEITADA

ESTAMPARIA

Em 1º de setembro: Só o INPC (3,64%). 1,5% sobre o salário corrigido pelo INPC a ser pago em 1º de março de 2019, como antecipação da data base de 2019. Vigência das cláusulas sociais por 1 ano.

REJEITADA

FUNDIÇÃO

Em 1º de setembro 4% de reajuste. Vigência das cláusulas sociais por 2 anos.

REJEITADA

Crédito da foto: Adonis Guerra/SMABC

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