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Pastores evangélicos já não mandam mais

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Mais uma análise do resultado da eleição proporcional do último dia 7. A vontade popular mostrou que os pastores evangélicos já não mandam mais como ocorria no passado em que suas palavras eram “leis”, é o que se conclui ao analisar os resultados eleitorais de domingo. No imaginário popular e também político, as pessoas acham que o que os pastores dizem sobre política é lei entre o seu rebanho. Já foi. Com certeza, quando eles falam sobre fé, são seguidos pelos fieis, mas quando tratam das coisas do dia a dia da vida das pessoas a história está sendo diferente.

Em 2014, na Câmara dos Deputados havia 82 parlamentares federais evangélicos que foram às urnas no dia 7. Para decepção de muita gente, apenas 37 deles se reelegeram. Muitos fatores devem ter levado a esse resultado e, para que justiça seja feita, seria necessário analisar caso a caso. Mas algumas conclusões óbvias as urnas mostraram.

A bancada evangélica em sua maioria esmagadora migrou para os braços do ilegítimo Michel Temer. Em várias ocasiões, parlamentares fizeram declarações inflamadas em seu apoio, os mesmos parlamentares que votaram a favor da lei que limita o teto para gastos públicos, a chamada PEC 95, o que diminuiu e muitos os serviços sociais do governo.

Em seguida, a maioria dos deputados aprovou a terceirização irrestrita, com suas nefastas consequências para a população mais pobre do Brasil, seguida da Reforma Trabalhista, que golpeou os direitos de todos os trabalhadores brasileiros. Aprovaram esses projetos com a justificativa que, com isso, gerariam mais de 2 milhões de empregos. O resultado foi exatamente o oposto: crescimento desenfreado do desemprego e dos postos de trabalho precarizados.

O candidato foi à igreja pedir votos, mas em Brasília votou contra os trabalhadores. Na reeleição, o resultado está aí. Nem mesmo quem se reelegeu deve estar feliz com a votação obtida. O deputado Gilberto Nascimento (PSC), por exemplo, apareceu na televisão, mas quem falava o pastor Silas Malafaia. Foi reeleito com 90 mil votos. A expectativa era que obtivesse 200 mil.

A realidade, traduzida pelas urnas, mostra que falsos profeta estão com os dias contados principalmente por usar o nome de Deus. O povo não é bobo. Ele tem sua crença, segue os ensinamentos divinos e na hora de votar escolhe deputados que defendem a classe trabalhadora. Para esses 45 deputados evangélicos que não se reelegeram, a campanha da CUT foi profecia (Quem votar contra os trabalhadores, não volta pra Brasília), e não ameaça.

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