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Quem votou a favor de Temer perdeu as eleições para o Senado

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As urnas no primeiro turno foram implacáveis. Antes das eleições foram grandes as campanhas de entidades, movimentos sociais e sindicatos contra deputados e senadores que votaram contra os trabalhadores em reformas no Congresso Nacional. Contados os votos, os alertas de que estes políticos não voltariam a ter mandatos se confirmaram principalmente no Senado.

Senadores caciques em seus estados que votaram a favor de todas as reformas do ilegítimo Michel Temer saíram derrotados em seus redutos eleitorais. Eunício Oliveira, mesmo defendendo Lula no Ceará, Romero Jucá, em Roraima, Cristovam Buarque, em Brasília, Edson Lobão, no Maranhão, Magno Malta, o maior defensor de Bolsonaro no Espírito Santo, e Cássio Cunha Lima, na Paraíba, perderam as eleições.

Foram vítimas de seu próprio veneno. Acharam que aprovando a PEC do Teto de Gastos, terceirização total das relações de trabalho e a Reforma Trabalhista teriam ainda os votos dos trabalhadores para ficarem mais 8 anos em Brasília. O desmonte só não foi maior porque um terço dos senadores não disputaram a eleição. Como foram eleitos em 2014, terão de voltar às urnas somente em 2022.

Outros candidatos, conhecedores de sua situação políticas, sequer foram às urnas para não passarem vergonha. São os casos de Aloísio Nunes (PSDB) e de Marta Suplicy (MDB), ambos de São Paulo. Aécio Neves, que por muito pouco não foi eleito presidente da República no pleito passado, agora optou por sair candidato a deputado federal, tamanha a sua exposição frente ao golpe arquitetado para derrubar Dilma Rousseff e às denúncias de corrupção. Mesmo assim, ficou na rabeira em Minas Gerais.

O resultado para os senadores só não foi pior porque as mobilizações social e sindical impediram a votação da reforma da Previdência. O povo mostrou nas urnas o que dá ficar ao lado de um governo golpista e votar a favor de maldades contra os trabalhadores.

Foi estranho o resultado do PSL, partido de Bolsonaro, para o Senado.  Na Câmara, o partido passou de um para 52 deputados federais (a segunda maior bancada, atrás apenas da do PT, com 56). Para o Senado, conseguiu eleger apenas quatro nomes.

Esse aglomerado de nomes que ganharam as eleições terá dificuldade para se manter coeso tamanha são as nuances da disputa política em Brasília. Muitos já fazer as suas apostas sobre quanto tempo vai demorar para a legenda se desidratar, perdendo nomes para outras legendas tradicionais da política brasileira.

Mais dados para ilustrar. O relator da Reforma Trabalhista, Rogério Marinho (PSDB), do Rio Grande de Norte, não foi eleito deputado federal, assim como não se elegeu deputado federal o ex-ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira, do PTB gaúcho. É isso que dá mexer com os direitos dos trabalhadores.

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