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Quem ganha e quem perde com o resultado das eleições no ABC

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Passado o primeiro turno das eleições deste ano, o ABC mantém os seus dois deputados federais. Alex Manente (PPS) e Vicentinho (PT) se reelegeram. Na Assembleia Legislativa, agora são seis nomes: Teonilio Barba e Luiz Fernando (do PT), Carla Morando (PSDB), Thiago Auricchio (PR), Márcio da Farmácia (Podemos), vice-prefeito de Diadema, e Coronel Nishikawa (PSL). Não se reelegeram Ana do Carmo, candidata a deputada federal, e Luiz Turco (estadual).

Em um próximo artigo, será apresentada como foi a votação desses candidatos por cidade, mas um dado já chama a atenção: os prefeitos tucanos de São Bernardo do Campo e de Santo André trabalharam juntos os nomes dos mesmos candidatos a deputado federal e estadual. Perderam feio. Elegeram Carla Morando com uma votação bem abaixo da esperada e não elegeram seu candidato a deputado federal, o atual vice-prefeito de São Bernardo Marcelo Lima. As urnas mostraram a fragilidade da estratégia dos dois prefeitos.

  1. Vale lembrar que Orlando Morando foi eleito, em 2014, deputado estadual com pouco mais de 200 mil votos, dos quais 102 mil foram de São Bernardo. Nestas eleições, sua mulher não chegou nem a 90 mil votos. Esse resultado deve ter criado crise entre os comissionados que estiveram em peso na campanha da primeira-dama candidata. Isso sem falar na votação de Marcelo Lima (53.933 votos), dado o peso jogado na campanha do vice-prefeito. Em breve, devem fazer uma avaliação e os verdadeiros motivos desses resultados podem aparecer.

Uma outra grande decepção para os tucanos foi a votação de Geraldo Alckmin para presidente da República. Foi justamente e apenas em São Bernardo e Santo André que o candidato a presidente dos tucanos ficou em 5º lugar na votação. Nas outras cinco cidades do ABC, ele ficou em quarto lugar. Novamente, ficou feio para os dois.

Os tucanos estão se perguntando o seguinte: é cedo para dizer que os dois prefeitos estão mal avaliados em suas cidades, escolheram mal os seus candidatos e se tiveram força política para elegê-los, mas sem que houvesse a transferência de votos?

Já em Diadema, Lauro Michels mostrou força, elegeu seu vice, Marcio da Farmácia, deputado estadual. Em São Caetano, Auricchio cheio de problemas com as suas prestações de contas de 2016 conseguiu eleger o filho Thiago para deputado estadual. Só não ficou claro porque ele, que é um prefeito do PSDB, lançou seu filho pelo PR… Coisas da política.

Coronel Nishikawa (PSL) ganhou o mandato de presente. Com apenas 23.000 votos, foi beneficiado pela votação de Janaina Paschoal (2.060.786). Resta saber o que ele vai fazer com o seu presente.

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