Início Categorias Cidades O jogo por trás da corrida presidencial: Bolsonaro, Haddad, Record e Globo

O jogo por trás da corrida presidencial: Bolsonaro, Haddad, Record e Globo

Comentários desativados em O jogo por trás da corrida presidencial: Bolsonaro, Haddad, Record e Globo
0
2,385

Paralelamente à cobertura da corrida presidencial nas eleições deste domingo (7), as duas principais redes de televisão do País estão com suas apostas praticamente feitas. A Rede Record de Televisão vai de Jair Bolsonaro (PSL). No último sábado, Edir Macedo deu declaração de apoio ao capitão candidato. A Rede Globo, após ver naufragar seu candidato, ou melhor, não decolar, precisa optar rapidamente por um lado. Na quinta-feira (4), no mesmo horário em que a Globo levou ao ar o último debate eleitoral do primeiro turno, a Record, desrespeitando a legislação eleitoral, exibiu uma entrevista exclusiva com Bolsonaro. Como sempre, a emissora de Edir Macedo ficou em segundo lugar na audiência, como vem ocorrendo ao longo da última década.

Há cerca de dez anos, a Record deu um salto de audiência e muitos apostaram que ela iria tomar a liderança da Globo. Levou vários artistas e jornalistas da concorrente e passou a fazer uma programação copiando a líder do mercado. Jornal, programa esportivo, novela e até um BBB caipira. Estava valendo tudo pela conquista da audiência, mas apesar dos avanços, a rede de Edir Macedo continua ocupando a segunda posição na preferência do telespectador.

Com as eleições presidenciais deste ano, Edir Macedo tentou uma cartada de risco já que fez suas apostas em Bolsonaro. Em caso de derrota do capitão, a Record ficará vulnerável seja que for o novo presidente da República, principalmente, se o novo presidente for Fernando Haddad.

Para a Record, agora é tudo ou nada. Vale lembrar que, mesmo Edir Macedo sendo o “cara” da Igreja Universal do Reino de Deus, os evangélicos não passam de 25% do eleitorado brasileiro e ainda precisam contornar um grave problema no Rio de Janeiro com o prefeito Crivela. O religioso tem feito um governo medíocre.

Agora, durante o segundo turno, muito provavelmente entre Bolsonaro e Haddad, será a vez de a Rede Globo fazer a sua aposta. Se optar por apoiar o capitão, terá chegado tarde e estará a reboque da concorrente. A preferência de Bolsonaro deverá se Record. Escolher neutralidade significará estar fora do jogo para a Globo. Por outro lado, a Globo terá coragem de ficar com Haddad para manter seus negócios ou vai deixar a concorrente levar a melhor? O ódio a Lula e ao PT é menor do que seu instinto comercial para apoiar Haddad? Vamos aguardar os próximos capítulos desta emocionante novela.

Carregar artigos semelhantes
Carregar mais em Cidades
Fechado para comentários

Veja também

País tem novo regime automotivo, mas desafio é garantir desenvolvimento

Com a publicação da Lei 13.755 na edição de terça-feira (11) do Diário Oficial da União, o…