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Esquece CPMF. Proposta econômica de Bolsonaro é muito pior (para os pobres)

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Nesta semana, todas as atenções se voltaram para a declaração de Paulo Guedes, guru financeiro de Bolsonaro, sobre a volta da CPMF. De bate pronto, o candidato à Presidência pelo PSL desmentiu a recriação do imposto sobre transações financeiras, mas um detalhe passou desapercebido nem foi negado por ele. Talvez não tenha desmentido porque é verdade.

Até uma cortina de fumaça foi criada para que o tema continue esquecido. Paulo Guedes desmarcou encontros públicos como parte do jogo de cena. Estamos falando é de sua proposta de alteração do Imposto de Renda. Isso mesmo, o único imposto que é progressivo no Brasil, quem tem mais, paga mais, o guru de Bolsonaro pretende transforma em uma taxação igual para todos.

Hoje, quem ganha até R$ 1.900 está isento do pagamento do IR. Dessa faixa até R$ 4,7 mil, o contribuinte paga uma alíquota de 15% sobre o rendimento e, acima disso, é taxado em 27,5%

A proposta de Paulo Guedes é bem simples. Todos os brasileiros vão pagar 20%, independentemente de sua faixa de renda. Todos pagarão 20% de IR, inclusive quem ganha menos de 1.900 reais. E quem ganha acima de 4,7 mil reais, na verdade, receberá um desconto de imposto de renda. Deixa de pagar 27,5% para recolher 20%. Em outras palavras: quem ganha mais vai pagar menos e quem ganha menos vai pagar mais. É o Robin Hood ao contrario, tirando dos pobres para dar para os ricos.

Isto o candidato não desmentiu. Então, você que conhece alguém que ganha hoje 1,5 mil e não paga imposto e pretende votar no candidato, explica no que ele está se metendo. Não adianta falar só em truculência, homofobia e discriminação às mulheres. É preciso mostrar que, com a eleição de um candidato como Bolsonaro, quem mais vai perder são os pobres.

Não é à toa que boa parte da imprensa internacional começa a dizer que Bolsonaro, se eleito, vai jogar o Brasil em uma triste aventura. O País dará um passo rumo ao abismo. Esse tipo de política econômica só vai aprofundar ainda mais a pobreza que Temer está trazendo de volta aos lares brasileiros. Não se constrói um país com miseráveis. Para estes, resta apenas uma solução: tentar sobreviver.

Um povo que luta por seus direitos não pode deixar a situação ficar pior do que está. É preciso, antes de mais nada, agir. Até o dia 7 de outubro, cada democrata deve desmontar este candidato, convencendo eleitores a fazerem outra opção. Senão, o que vai restar será muito sofrimento para todos (os pobres).

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