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Estatais enviam para o caixa do governo R$ 5,7 bilhões

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O governo federal vai receber R$ 5,7 bilhões das estatais brasileiras. O recurso é resultado da divisão do lucro que as empresas obtiveram e foram enviados para os acionistas. Desta forma, Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, Eletrobrás e BNDES, entre outras empresas, mostram mais uma vez que são saudáveis e lucrativas, ao contrário do que dizem defensores da privatização geral e irrestrita.

Poderiam ter rendido mais não fosse a política adotada pelo governo que limita empréstimos feitos pelo BNDES. Assim, cai por terra mais um argumento utilizado pelo mercado quando decide desvalorizar uma empresa para comprá-la por preço mais baixo.

A ladainha da entidade chamada mercado é sempre a mesma: empresas deficitárias que cobram caro e não trazem nada de benefícios para o País. É, por exemplo, o que está acontecendo com a Eletrobrás Norte/Nordeste, que está sendo vendida a preço de banana. A do Piauí, por exemplo, foi vendida por R$ 50 mil, o preço de um carro usado, por exemplo.

A entrega das riquezas nacionais por parte do governo ilegítimo de Michel Temer não para. Agora, foi anunciado que a Petrobras pretende vender poços de petróleo, nos quais já foram comprovadas a existência de óleo, por preços simbólicos às grandes multinacionais do petróleo. Ironias à parte, várias são estatais em seus países de origem, o que no Brasil é sinônimo de privatização.

O que o exterior vê como joia da coroa, no Brasil é taxado como empresa deficitária que deve ser privatizada. Caso por exemplo da Caixa Econômica Federal, alvo de tentativa de privatização das loterias. Óbvio que essa parte da empresa só dá lucro: emite bilhetes, arrecada, paga impostos e prêmios e guarda o lucro restante. Quem não quer comprar uma empresa desta?

Esta é a forma de entregar as riquezas nacionais ao grande capital financeiro internacional. É isto que estão fazendo em vários países. As riquezas vão e o povo sofre para sobreviver, com os estados cada vez mais sem recursos.

Todas as reformas feitas até agora têm por objetivo a mesma coisa: concentrar, cada vez mais, as riquezas nas mãos de poucos. Não é à toa que 8 pessoas no Brasil detêm a mesma riqueza que 50% da população brasileira mais pobre. Essa balança precisa ser alterada no Brasil: enquanto poucos enriquecem, milhões empobrecem cada vez mais.

Para isso, é necessário um governo que mude o atual rumo das coisas. E a chance da sociedade brasileira está nas eleições de 7 de outubro. Veja quais propostas os candidatos apresentam. Caso o discurso comece falando em “ouvir o mercado”, pule este candidato e vá para o próximo. O mercado não vai resolver seu problema, ele só vai complicar ainda mais a sua vida.

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