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Alckmin é confrontado por Ciro e Meirelles em debate na tv

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O primeiro bloco do debate entre os presidenciáveis promovido pela TV Gazeta, Estadão, Jovem Pan e Twitter, no domingo (9), foi marcado pelo tema privilégio do setor financeiro. O candidato do Psol, Guilherme Boulos, afirmou que vai enfrentar os privilégios e privilegiados e atacou Henrique Meirelles (MDB). “Você é um dos privilegiados. Quando vocês governam, sempre dá desemprego. Sempre dá recessão”, disse Boulos.

Na segunda metade do debate, Henrique Meirelles (MDB) questionou Geraldo Alckmin (PSDB) sobre segurança pública, disse que se combate um problema “pela raiz” e atacou Alckmin. “São Paulo está exportando o crime organizado para o resto do país”, afirmou o ex-ministro de Temer.

O ex-governador de São Paulo rebateu, alegando que as taxas de homicídio no estado, durante os seus governos, caíram. O tucano reafirmou a segurança pública como “prioridade” e prometeu “endurecer” as leis contra o crime organizado.

Boulos perguntou a Alvaro Dias, defensor enfático da Lava Jato, se o candidato do Podemos será capaz de combater os privilégios do Ministério Público e do Poder Judiciário, que recentemente aprovaram reajuste de mais de 16,38% aos salários e gozam de uma série de benefícios, como o auxílio-moradia. “Antes de combater o dos outros, devemos eliminar os nossos próprios privilégios”, afirmou Dias, que prometeu começar o corte dos gastos indevidos pelo “andar de cima” dos Três Poderes da República, e defendeu a redução do número de parlamentares.

Marina e Ciro, mais uma vez, defenderam propostas parecidas, agora para o setor de saúde. Enquanto Marina propôs dividir o país em 400 regionais que serão responsáveis por atender em torno de 500 mil pessoas cada uma, Ciro apoia organizar “conjunto de municípios” para oferecer atendimento em 12 especialidades, aos moldes do que ocorre com as policlínicas em seu Estado. “Se o Ceará tem já tem esse atendimento, o Brasil poderá ter muito mais.” Marina defendeu a prevenção e a atenção à saúde básica. “Eu, que vivi as mazelas de não ser atendida corretamente pela saúde pública, tenho esse compromisso.”

Marina e Boulos também concordaram em propostas para a demarcação de terras indígenas e quilombolas. Para efetivar as demarcações, Boulos prometeu enfrentar o agronegócio e impedir a realização de grandes obras de infraestrutura sem o consentimento dos povos do local. Marina disse que vai fazer o “ordenamento territorial e fundiário” e que, num país das dimensões do Brasil, “tem lugar para todo mundo”.

Perguntado por Alvaro Dias sobre os riscos para a democracia e o crescimento da violência política, Ciro afirmou que o país vive uma suposta aparência de “normalidade democrática”. Ele destacou que o atual presidente Michel Temer foi formalmente acusado duas vezes por corrupção e que parcelas do Congresso também estão envolvidas em escândalos, colaborando para a desmoralização dos poderes. A partir dessa desmoralização, poderes técnicos (Judiciário e Ministério Público) tentam ocupar os espaços da política.

Perguntas pelo Twitter

Ao responder a uma pergunta de internauta sobre a tragédia do Museu Nacional, Ciro Gomes falou que é essencial a revogação da Emenda 95, a Lei do Teto de Gastos, e lembrou a Geraldo Alckmin o caso do Museu do Ipiranga, fechado às pressas em 2013. Segundo o pedetista, é a “próxima vítima potencial de uma tragédia dessa natureza”.

Na sua resposta, o candidato tucano não comentou sobre o Museu do Ipiranga e disse que a atual situação das contas públicas é fruto da gestão “do PT e de seus aliados” e defendeu o modelo de organizações sociais na gestão da cultura.

Questionada sobre a gestão dos Correios, Marina Silva defendeu “blindar as instituições públicas do toma-lá-dá-cá”. “Tenho os melhores comigo para poder gerenciar e assim que vou governar”, disse. Guilherme Boulos respondeu dizendo que a solução não é privatizar, já que as privatizações só resultaram em taxas maiores dos serviços para os cidadãos. “Temos que dar transparência e controle social para a gestão.”

Boulos defendeu ainda a criação de uma “lista suja do machismo”, modelo no qual a empresa que paga menos para mulheres do que para homens não tenha acesso ao crédito e seu nome seja exposto publicamente.

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