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Brasil olha para a Argentina e diz: Eu sou você amanhã

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As políticas públicas implementadas na Argentina, pelo presidente Macri, são as mesmas adotadas aqui por Temer e os apoiadores do golpe. Portanto, também a de todos os candidatos a presidente, com exceção da chapa de Lula, Haddad e Manuela.

Nesta semana, o dólar disparou na Argentina, especulação pura, como acontece aqui no Brasil também. O governo aumentou a taxa de juros para 60% ao ano e o país está um caos. Ontem, em Mendoza, houve saques em supermercados, mas isso a Globo não vai mostrar.

No país vizinho, todas as reformas da cartilha neoliberal foram aplicadas: liberação da terceirização, reforma trabalhista e Previdência pior do que a do Brasil. E o mesmo resultado, tanto lá quanto aqui: crise econômica e social e desemprego e miséria em alta. O país fez novo acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e, cada dia que passa, a situação vai de mal a pior.

É exatamente o que vemos no Brasil. Há candidato que só fala em “reformas”, mas falta reformar o quê? A Previdência? Oitenta por cento das aposentadorias já pagam um salário mínimo. Vão tirar mais o quê dos pobres para dar para os banqueiros?

Na Argentina, a miséria aumenta a olhos vistos. No Brasil também. Regredimos em dois anos de golpe de Temer aos níveis de 2000, no período final do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando a fome sempre fazia suas vítimas.

Como não havia política pública para essa região, carretas e de alimento eram levadas para lá para ajudar a salvar vidas. Depois do Bolsa Família, isto nunca mais aconteceu. E o ilegítimo presidente Michel Temer já cortou 30% do programa. Tem candidato falando em acabar de vez com essa ação social. Política tem de ser para melhorar a vida das pessoas e não para piorar.

E a vida já foi melhor por aqui. O Brasil precisa de um governo que desfaça toda essa desgraça criada por Temer e seus aliados. Pobre Brasil, amanha será o que a Argentina é hoje, com caos social, revolta e saques por todos os lados.

 

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