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Apoio do Centrão transforma Alckmin em Temer repaginado

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Na sexta-feira (20), se noticiou, da forma corriqueira como a informação tem sido “tratada” por grandes meios de comunicação, o apoio do chamado Centrão à campanha de Geraldo Alckmin. Com isso, o tucano vai dobrar seu tempo de televisão durante a campanha eleitoral à Presidência. O detalhe é que esse mesmo grupo de partidos, até a última quarta-feira, estava negociando com Bolsonaro.

O Centrão fechou com o tucano porque a sua proposta deve ter sido melhor. Eles vão indicar na chapa o vice-presidente, que será do PR, e terão a presidência do Senado até 2020. Também garantiram a Rodrigo Maia (DEM-RJ) a presidência da Câmara dos Deputados pelos próximos dois anos.

Na prática, em caso de vitória, o tucano seria “marionete” nas mãos destes dois partidos (PR e DEM). Pelo regime atual, os presidentes da Câmara e do Senado têm muito poder porque podem decidir o que entra ou não na pauta de votação do Congresso Nacional.

O que a grande imprensa não noticiou, para valer, é que estes partidos, todos, estão na base de sustentação do ilegítimo Temer e que votaram todas as medidas que colocam o Brasil hoje de joelhos perante o capital financeiro internacional.

Aprovaram a terceirização do trabalho, a Reforma Trabalhista, a entrega da Petrobras a petroleiras internacionais, o limite de gastos do governo, que fez Temer cortar todos os programas sociais, e só não aprovaram a Reforma da Previdência porque a luta foi grande e deputados e senadores ficaram com medo de não se reelegerem nas eleições deste ano.

Só está faltando nessa coligação de Alckmin o MDB, de Temer. Portanto, Alckmin eleito com essa turma será um Temer repaginado, para completar a entrega da soberania nacional a interesses do capital internacional. Vão completar o serviço sujo com a venda do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, o que sobrar da Petrobras, toda a Eletrobrás e a joia da cora: a Reforma da Previdência – sim, aquela que você morre de trabalhar e não aposenta.

Alckmin aposta na TV para sair dos 7% das últimas pesquisas e disputar o segundo turno para presidente. Estes partidos apostam nele porque já entra rendido, refém dos deputados que forem eleitos e legitimados para fazerem todas as maldades acima.

Você, que está vendo a desgraça que o Brasil foi jogado pelo golpe de 2016, não pode ficar parado. É preciso entrar neste debate e acordar os que ainda estão acreditando nestas políticas. São 30 milhões de desempregados, fim do Bolsa Família, fim do Fies e ProUni e roubalheira liberada, como foi no Estado de São Paulo. Precisamos de sua voz para gritar: chega de tucanos e seus comparsas administrando o Brasil.

Temer é Alckmin e Alckmin é Temer.

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