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Sindicato dos Metalúrgicos do ABC convoca assembleia de Campanha Salarial para dia 5

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Em reunião realizada na quinta-feira (28), a Diretoria Plena do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC aprovou os encaminhamentos para a Campanha Salarial deste ano. Os metalúrgicos do ABC estão convocados para assembleia na próxima quinta-feira (5), às 18h, na Re­gional Diadema.

“A mobilização dos trabalhadores é que dá o tom da Campanha Salarial. A organização e a luta são extrema­mente importantes para conquistar as cláusulas econômicas e sociais”, afir­mou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva.

Segundo ele, além da pauta imediata, é preci­so debater o futuro da categoria. “Temos que discutir o País que queremos, com retomada da eco­nomia e geração de empregos. E a forma com que isso será feito é com investimentos e produção aqui no Brasil, e não com uma enxurrada de importados”, ressaltou.

“O auge dos investimentos em infraestrutura foram R$ 72 bilhões com o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, no governo Dilma. Este ano, está em apenas R$ 15 bilhões. Sabemos que são as obras de infraestrutura que impul­sionam o crescimento, a geração de empregos, renda, tecnologia e inteligência no Brasil”, prosseguiu.

Serão realizadas assembleias de mobilização nas fábricas da base. Os CSEs também discutiram a conjuntura econômica, política e as expectativas dos companheiros nas empresas.

O presidente da Federação Es­tadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT), Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, afirmou que tam­bém é preciso envolver uma análise da conjuntura jurídica. “Vivemos um novo mundo das relações de trabalho com a vigência da Reforma Trabalhista, que permite a retirada de direitos. É preciso relembrar a todo o momento os trabalhadores que não existe mais a ultratividade, uma vez terminado o acordo que temos em 31 de agosto, se não chegarmos a um novo, não teremos nada. Portanto, não são só as questões políticas e econômicas”, alertou.

Luizão lembrou que, por conta desse novo cenário trabalhista, a FEM-CUT começou as discussões de cláusulas sociais ainda em mar­ço com a utilização das mesas de negociação permanente.

O presidente contou que as bancadas patronais apresentaram o desejo de rediscutir cláusulas importantes, entre elas a de garantia de emprego ao trabalhador com doença ocupacional ou vítimas de acidente de trabalho e a de esta­bilidade ao companheiro que está perto de se aposentar.

“O Grupo 2, por exemplo, com quem assinamos em 2016 acordo por dois anos, já apresentou uma proposta com 55 itens que retiram ou alteram cláusulas”, disse.

“Priorizamos a manutenção de tudo aquilo que está colocado nas nossas convenções coletivas em defesa das conquistas. A sanha patronal para retirar direitos, por conta da Reforma Trabalhista, é grande. Temos que resistir aos ata­ques”, concluiu Luizão.

Crédito da foto: Edu Guimarães/SMABC

 

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