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Além de desempregados, golpe produz mais de 63 milhões de inadimplentes

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O número de brasileiros inadimplentes subiu para 63,29 milhões em maio, 2,78% a mais do que no mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A região Sudeste lidera o ranking de maus pagadores, com 26,94 milhões de pessoas (41%) da população com contas em atraso, registradas em lista de devedores e, portanto, com restrições a contratação de crédito ou compras a prazo.

Em seguida, aparecem Nordeste, com 17,45 milhões de negativados (43% da população adulta); Sul, com 8,15 milhões (36%); Norte, com 5,8 milhões (48%); e o Centro-Oeste, com 4,94 milhões (42%).

Os dados, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas, contrariam a propaganda do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) que insiste em afirmar que o Brasil saiu da recessão, ignorando os mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, os juros abusivos e a perda de renda real dos últimos anos. “E a quantidade de dívidas se acumulando nas casas dos trabalhadores e trabalhadoras mostram uma realidade bem diferente da propaganda golpista”, afirma.

Dívidas bancárias – A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL sobre as contas em atraso mostra crescimento de 6,42% das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros.

Também houve alta das contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (5,14%). O Brasil tem quase 18 milhões de brasileiros na faixa dos 30 anos inadimplentes.

O indicador aponta que a maior parte dos inadimplentes tem idade entre 30 e 39 anos (17,9 milhões de consumidores). Na sequência, estão os de 40 a 49 anos, que somam 14 milhões de inadimplentes; as pessoas de 25 a 29 anos (7,9 milhões) e os de 65 a 84 anos (5,4 milhões).

A população mais jovem, que vai de 18 aos 24 anos, forma um contingente de 4,8 milhões de negativados, o que representa 20% dos brasileiros nessa faixa. A pesquisa consultou capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

Crédito da foto: Roberto Parizotti

 

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