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Resultado do golpe: quase 28 milhões de brasileiros sem trabalho e fora do mercado formal

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O número de desempregados e subtilizados no Brasil atingiu 27,7 milhões no primeiro trimestre, número recorde no segundo caso, diz o IBGE. A chamada taxa de subutilização, de 24,7%, também é a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os subutilizados são aqueles que cumpriam jornada inferior a 40 horas e gostariam de trabalhar mais horas e incluem ainda pessoas que não estavam ocupadas nem desocupadas, mas tinham potencial de mão de obra.

Os dados, divulgados na quinta-feira (17) pelo IBGE, confrontam-se com o discurso do governo ilegítimo de Michel Temer de retomada de crescimento, da economia e do emprego. Outra informação do instituto aponta aumento do desalento, que é a desistência do trabalhador de procurar emprego. Os desalentados somaram 4,6 milhões no primeiro trimestre, também o maior número da série, 4,1% da força de trabalho. Eram 4,3 milhões no último trimestre do ano passado. Outra pesquisa, referente a São Paulo, mostra que o tempo de procura por trabalho dobrou.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram apuradas no Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%). E as menores, em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).

No maior mercado de trabalho do país, São Paulo, a taxa também ficou acima da média nacional, atingindo 14%, com estimados 3,513 milhões de desempregados. São 334 mil a mais em três meses, crescimento de 10,5%.

Já as taxas de subtilização foram maiores em estados do Nordeste: Bahia (40,5%), Piauí (39,7%), Alagoas (38,2%) e Maranhão (37,4%). As menores, segundo o IBGE, foram em Santa Catarina (10,8%), Rio Grande do Sul (15,5%), Mato Grosso (16%) e Paraná (17,6%).

A pesquisa mostra ainda recuo do emprego formal. No primeiro trimestre, 75,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada, 1,2 ponto percentual a menos que em igual período do ano passado. Dos trabalhadores domésticos, os com carteira passaram de 31,5% para 30%.

Maioria da população brasileira (52,4%), as mulheres são minoria entre os ocupados. A pesquisa do IBGE mostra predominância dos homens (56,5%), em todas as regiões, principalmente no Norte (60,3%).

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