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Trabalhadores rejeitam proposta e greve continua na Mercedes-Benz

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Os trabalhadores da Mercedes-Benz, em São Bernardo, rejeitaram proposta de acordo coletivo apresentada em assembleia ontem (18) e decidiram continuar em greve. O movimento teve início no dia 14.

A proposta negociada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC previa a reposição salarial pelo INPC na data-base (maio) mais abono de R$ 2,5 mil, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) paga em duas parcelas (65% em junho e o restante em dezembro), renovação das cláusulas sociais – com a inclusão da cláusula de salvaguarda da reforma trabalhista – e estabilidade até maio de 2019.

Em relação à proposta anterior apresentada pela montadora, que foi rejeitada ainda na mesa de negociação, foi retirado o teto salarial de R$ 10 mil para aplicação integral do INPC e a redução da jornada e salário dos mensalistas (administrativo). Houve aumento também do valor do abono, que a princípio era de R$ 500, e um ajuste na PLR, incluindo no cálculo a exportação de alguns itens agregados.

“Colocamos o acordo em votação, mas quem decide é o trabalhador. Eles tomaram a decisão acertada, de acordo com o que consideram necessário. Já apresentamos a decisão para a empresa e pedimos novas rodadas de negociações. A greve continua”, destacou o diretor Administrativo do sindicato, Moisés Selerges.

Na avaliação do dirigente, a rejeição se deve, em grande parte, ao longo período em que os metalúrgicos tiveram de abrir mão de reajustes por causa da crise. “Os companheiros passaram por muitas dificuldades nos últimos anos. Há um desejo agora de recuperar as perdas, com reajuste incorporado aos salários. O sindicato vai seguir o caminho que eles estão indicando”, afirmou Selerges.

Crédito da foto: Edu Guimarães/SMABC

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