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Retomada de obras em São Bernardo. Demorou prefeito

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Vários outdoors pela cidade, jornais nas casas e faróis e muito blá blá blá para dizer o básico. O que era para estar sendo feito desde o ano passado, quando o prefeito tomou posse, só começou 15 meses depois. Primeiro, as obras não estavam abandonadas. Tudo o que era recurso do orçamento municipal havia sido usado em 2016 em cada uma das obras. O repasse da parte do governo federal é que não saiu. Temer estava segurando recursos para fechar o ano e seu ministro das Cidades, que era membro do PSDB, não queria mandar recursos para uma Prefeitura petista.

O prefeito Luiz Marinho deixou, muito bem encaminhado, um empréstimo internacional para concluir duas grandes obras da cidade, o corredor Leste/Oeste e a drenagem do Centro (combate a enchentes). Estes recursos foram liberados em setembro de 2017. Portanto, há oito meses. Aliás, quando o prefeito chegou, criticou o que chamou de dívidas deixadas pelo prefeito anterior. Agora ele deve ter entendido para que elas foram feitas.

Mas o atual prefeito resolveu fazer uma auditoria na obra do Centro. Contratou o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), sem licitação, pelo valor de 3,7 milhões de reais e, na semana passada, fez uma visita ao túnel da Jurubatuba, falou da auditoria, mas, como não fez nenhum comentário, entende-se que esta auditoria não encontrou nada de mais. O ex-prefeito Luiz Marinho já havia dito que esta obra era fiscalizada pelo Tribunal de Contas do Estado, pelo Tribunal de Contas da União e pela Caixa Econômica Federal. Portanto, não havia necessidade de mais uma auditoria. O que se viu foram mais de 3,7 milhões de reais jogados fora.

O prefeito também garantiu que a obra vai acabar com as enchentes do Centro. Luiz Marinho falava isto desde 2013, quando a obra começou. Que bom que o atual prefeito concorda com ele.

Retomou a obra do corredor Leste/Oeste, com o viaduto da Praça dos Bombeiros. Desde setembro de 2017 com o dinheiro e liberou a obra na semana passada. O seu secretário de Transporte disse ainda que a obra vai ser feita à noite para evitar transtornos. Estranho! Não evita transtornos por causa do barulho e vai custar mais caro pelo adicional noturno. Jeito estranho de gerenciar obras.

No mesmo jornal distribuído na cidade, fala da retomada da obra da linha Camargo. Obra importante para a região do Alves Dias. Avisa que o contrato foi analisado pela Procuradoria do Município – de novo, pois na gestão de Luiz Marinho isso já havia sido feito – e que fez um reajuste de 900 mil reais ao contrato existente para acabar a obra em 90 dias.

Este reajuste é o custo da obra parada. Para você entender. Se contrata uma obra e ela começa a ser feita. Depois de um ano, a parte que não foi concluída sofre reajuste, pois os preços subiram e todo o saldo é reajustado. E repete-se de novo. Mais um ano de obra e, no aniversário do contrato, outro reajuste do que ainda falta. Ora, se as obras ficaram paradas por 15 meses, olha o tamanho do prejuízo para a cidade. Só no viaduto da linha Camargo foram 900 mil reais como informa o jornal.

Acrescente-se a isto toda a propaganda. É muito desperdício de dinheiro público.

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