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Câmara de Mauá rejeita pedido de impeachment de Atila Jacomussi, preso pela PF

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Os vereadores de Mauá rejeitaram ontem (16) o pedido de impeachment de Atila Jacomussi (PSB), protocolado pela bancada do PT na Câmara Municipal. O prefeito da cidade foi preso em flagrante durante a Operação Prato Feito, realizada pela Polícia Federal na última quarta-feira (9), contra desvios e fraudes em contratos de merenda escolar.

O PT alegou que Atila cometeu crime de responsabilidade ao atuar em conjunto com o secretário de Governo e de Transportes de Mauá, João Gaspar, em suposto desvio de recurso para a merenda escolar do município.

A oposição precisava da assinatura de pelo menos seis vereadores para que o pedido fosse ao plenário. Com maioria simples (12 votos), o processo já pode ser aberto. No entanto, a votação final ficou 22 votos contra o pedido de impeachment e apenas um a favor (o de Marcelo Oliveira, do PT).

Ainda ontem, Atila Jacomussi pediu à Câmara o afastamento do cargo. A licença foi aprovada pelo Legislativo logo após os mesmos parlamentares terem derrubado o pedido de impeachment contra o socialista. Com decisão, a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) tomará posse como prefeita da cidade.

Atila Jacomussi e o seu braço direito, o secretário de Governo e de Transportes, João Gaspar, foram presos no último dia 9 após policias terem encontrado em suas residências grandes somas em dinheiro sem justificativa de origem. Gaspar guardava em um armário de sua casa a quantia de R$ 58 mil e mais € 2,9 mil (euros), montante que totaliza R$ 601,2 mil. Atila possuía R$ 87 mil em sua casa.

Na última sexta-feira (11), o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) decretou a prisão preventiva de ambos por suspeita de lavagem de dinheiro. Em nota, a defesa do socialista informou que protocolou um pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília.

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