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14 de Maio, um dia que não terminou para os negros brasileiros

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Depois de 400 anos, o Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão. A Lei Imperial 3.353, a Lei Áurea, sancionada pela Princesa Izabel, continha apenas dois artigos, que em resumo dizem o seguinte:

1 – Está abolida a escravidão no Brasil.

2 – Revogam-se as disposições em contrário.

Os negros por quase quatro séculos serviram como mão de obra escrava. Com abolição da escravidão, os negros perderam o direito ao trabalho assalariado, substituídos por milhões de imigrantes. Especialmente italianos e alemães, como parte da política de “branqueamento” adotada pelo Estado brasileiro.

Jogados às margens, sem ter onde morar, sem ter escola, sem ter trabalho, sem ter saúde, a maioria dos negros brasileiros passou a sobreviver com o mínimo. Passou viver um racismo velado, disfarçado, dissimulado que afeta o Brasil até os dias de hoje. Como se fossem um subproduto desta herança maldita.

O 14 de Maio é um dia que continua a nossa resistência. Representada, por exemplo, com a luta para conseguir cursinho comunitários, organizar coletivos negros, dar voz ao movimento negro e está presente também nas rodas de samba e candomblé, na poesia, na literatura e nos espaços que eram dominados pela elite brasileira.

Então, não podemos aceitar que a hegemonia branca presente nos espaços de poder nos castigue como era feito no passado, quando o negro era escravizado.

Resistência sempre!

* Por Leo Superliga

 

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