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Editorial: Até quando irresponsáveis de plantão jogarão com Brasil?

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A decretação de prisão do ex-presidente Lula, nesta quinta-feira (5), é o penúltimo capítulo de uma escalada de arbitrariedade disfarçada de processo judicial que joga com o destino do Brasil e de milhões de brasileiros. O último capítulo deste triste monólogo judicial será a libertação de Lula, no máximo, a um mês das eleições para presidente.

Muitos festejam a decisão, outros muitos a choram. Lula divide opiniões para os que não enxergam o que verdadeiramente está em jogo neste País: a disputa de poder entre dois lados. Porque não tenham dúvida que todo esse cenário montado tem como únicos objetivos tirar Lula das eleições de 2018 (ou pelo menos garantir a sua foto atrás das grades), que lidera em todos os cenários a corrida eleitoral para a Presidência da República, o que viria a ser o seu terceiro mandato como presidente, sem falar na candidata que ele elegeu para a sua sucessão; desarticular o Partido dos Trabalhadores (PT) e permitir que uma elite, afrontada por um nordestino sem diploma universitário, volte ao poder e dizime seus opositores, encanados na esquerda petista.

Quem aplaude a decisão emitida em Curitiba deve se perguntar se esta é a Justiça célere que já viu e viveu ao longo das décadas de Brasil! E se é este o modelo de Justiça que quer aplicado quando estiver sendo julgado.

A geopolítica não perdoa tolos nem inocentes úteis. Ela os usa. É do jogo. Os Estados Unidos que o digam. São ases nesse tabuleiro. Quem deveria estar sendo julgado neste momento sob a acusação de conspirar contra os interesses nacionais e a soberania brasileira é a pessoa que destruiu, com pretexto de combate à corrupção – e não estamos afirmando, obviamente, que corrupção não deva ser combatida –, as principais empresas da construção civil brasileira e desvalorizou com falácia e holofotes as ações da Petrobras, umas principais petrolíferas do mundo, isso sem entrar no mérito do Pré-Sal. Apenas para ficar em dois exemplos. O Brasil é uma democracia jovem e há muita esperança para todos os brasileiros. Nesse meio tempo, precisamos atravessar esse mar de incertezas e tendências.

Membros do G8 devem estar olhando para o Brasil e dando risada. Pensam “Como é ingênuo esse juiz. Continue com a sua cruzada!”. Até pouco tempo, o Brasil buscava entrar nesse seleto clube. Chegou a ser a sexta economia mundial sobre o governo de Lula. Investiguem, sigam o processo legal e não pratiquem dois pesos e uma medida. A Justiça que o povo está assistindo tem apenas um lado. E não é o seu. Que responda quem já precisou ou tem processo correndo nos fóruns e tribunais.

Em uma análise pragmática paga há alguns anos o preço de ter apostado na conciliação de classes. Façamos um exercício. Imaginem o cenário hoje, tendo como base o Supremo Tribunal Federal (STF), se Lula e Dilma Rousseff tivessem indicado para ministros da mais alta corte da Nação não gente branca de olhos claros e de berço esplendido e sim negros, pobres e nordestinos. Para ficar nos acontecimentos recentes, qual será que teria sido o placar da votação de quarta-feira (4)?

O Brasil é maior que todos esses jogadores. E o tempo nos ensinará a agir. Viva a democracia brasileira e todas as raças que fazem deste um dos maiores países do mundo.

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