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Ambientalistas são contrários à construção de Porto Seco em Paranapiacaba

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A possível construção de um Porto Seco na Vila de Paranapiacaba será tema de uma audiência pública em 12 de abril, às 17h, no Tênis Clube, em Santo André. Desde que o projeto veio à tona, ambientalistas e moradores da região têm se posicionado contra a implementação do centro de logística por temer causar uma série de impactos ambientais na região.

A empresa Fazenda Campo Grande Logística e Participações pretende investir R$ 780 milhões para a construção do porto. Para isso, pretende desmatar 910 mil metros quadrados de mata nativa em Paranapiacaba. Pelo projeto, o Centro de Logística será um condomínio destinado a abrigar atividades de redistribuição de cargas, utilizando como meio de transporte a ferrovia e a rodovia da região.

O ambientalista Fábio Boaventura disse que a construção do Porto Seco na Vila de Paranapiacaba prejudicará a flora e fauna da região. “O problema de fazer o centro de logística nesta região é que é uma área de preservação da Billings, de Mata Atlântica e de nascentes também. A área proposta é muito grande, com pelo menos 428 hectares”, afirmou.

A mesma opinião é compartilhada pela ambienta da região do Grande ABC Mayara Vidal. Ela acrescenta que o empreendimento pode colocar em risco o abastecimento de água na região.  “Como se trata de uma área de preservação da Billings, podemos ser prejudicados com o abastecimento de água. Não se faz uma obra de porte com aprovações feitas na calada da noite. É preciso esclarecer, detalhadamente, os seus impactos à região”, pondera.

Para que o projeto avance em Santo André, é necessário que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) conceda laudos técnicos autorizando as obras na região.  Boaventura acredita que a empresa Fazenda Campo Grande conseguirá a autorização junto ao órgão estadual. “Nós, moradores e ambientalistas, precisamos nos mobilizar para defender a preservação da vila. Eles farão essa audiência para inglês ver. A Cetesb tem aprovado projetos sem levar em conta a opinião dos moradores”, destacou.

Caso a Fazenda Campo Grande Logística e Participações receba o aval autorizando a construção do Porto Seco, a expectativa é que o empreendimento inicie suas atividades em 2024.

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