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GCM e Polícia Militar agridem servidores em protesto contra reforma da Previdência de Doria

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Servidores municipais foram agredidos, na quarta-feira (14), por policiais militares e guardas civis durante manifestação realizada em frente à Câmara Municipal de São Paulo, durante protesto contra a proposta de reforma da Previdência do prefeito João Doria (PSDB).

O confronto começou quando os manifestantes tentaram entrar no prédio para acompanhar a votação na Comissão de Constituição e Justiça do Projeto de Lei (PL) 621/16, que trata da reforma previdenciária do funcionalismo público municipal de São Paulo.

Os servidores que conseguiram acessar o auditório Freitas Nobre, onde a comissão tentava analisar o projeto, gritavam em coro pedindo a retirada do texto da pauta.

Diversos vereadores pediram para retirar a matéria de votação, ou mesmo suspendê-la, já que o substitutivo, de 80 páginas, foi entregue ainda na manhã de ontem pelo relator, Caio Miranda (PSB), que deu parecer favorável à matéria.

Ainda assim, o presidente da CCJ, Aurélio Nomura (PSDB), ordenou que o relator lesse as 80 páginas da matéria. Foi a partir deste momento que os servidores intensificaram as manifestações e a GCM passou ao ataque. No início do tumulto, uma funcionária pública, professora, foi atingida com violência, teve o nariz quebrado e precisará passar por cirurgia.

Os vereadores, ainda assim, transferiram a sessão para o Plenário 1º de Maio, onde o vereador João Jorge (PSDB) tentou ler o relatório de Miranda de forma acelerada, impedindo a compreensão dos presentes.

Foi quando a Tropa de Choque da Polícia Militar chegou e, do lado de fora, disparou de bombas de gás lacrimogênio e gás pimenta (veja vídeo do ataque aos manifestantes). Muitos foram atingidos também por balas de borracha.

“Fomos agredidos covardemente pela GCM à mando do Doria e também pela PM. Somos professores, médicos, profissionais da educação física, trabalhadores administrativos, enfermeiros, todas as categorias dos servidores municipais. Infelizmente, os trabalhadores da GCM também vão ser afetados pela reforma da previdência municipal, mas estão do lado deles”, afirmou João Batista Gomes, secretário de imprensa do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo.

Em nota, a assessoria de imprensa da Câmara informou: “A Presidência da Casa atuou, desde o princípio, para garantir o amplo debate democrático do PL 621/16 e assegurou o acesso de manifestantes ao plenário onde ocorria a reunião da CCJ e ao auditório externo até a lotação máxima dos dois espaços. Eventuais excessos das forças de segurança que atuam dentro do Legislativo serão apurados”.

* Com informações da RBA

Tropa de Choque da PM lança bombas de efeito moral e gás de pimenta em servidores municipais que protestavam em frente à Câmara Municipal de São Paulo contra o PL 621/16, que acaba com salários e previdência do funcionalismo municipal.

Publicado por José Maria Silva Moreira em Quarta-feira, 14 de março de 2018

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