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População reprova escola em tempo integral do governo Alckmin

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Uma pesquisa de opinião encomendada pelo Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) ao Instituto Locomotiva revelou que o formato de escola em tempo integral, nas escolas estaduais, foi reprovado por mais de 80% dos alunos, pais e professores ouvidos.

O levantamento mostrou que o modelo proposto pela gestão Alckmin é excludente e antidemocrático. Além disso, a comunidade escolar acredita que o governo deveria priorizar as áreas mais pobres para receber essas escolas de tempo integral, garantindo assim o acesso de todos.

Uma das principais críticas dos entrevistados é que as escolas de tempo integral expulsam os estudantes que não podem ficar o dia todo na escola porque precisam trabalhar. A pesquisa aponta que 25% dos estudantes e 15% dos pais, que acompanharam o processo de adesão da escola regular ao tempo integral, souberam de alunos que tiveram de deixar o colégio por conta do mercado de trabalho.

Chama a atenção também o fato de grande parte dos entrevistados discordar do processo de implementação destas escolas. De cada dez, nove acreditam que deve ser discutida democraticamente com a toda a comunidade por causa dos impactos causados, como o fechamento de turnos parciais, especialmente o noturno.

Apesar de bem avaliadas de maneira geral, as escolas de jornada ampliada também são afetadas por problemas do conjunto da rede estadual paulista. Enquanto a qualidade da educação é o aspecto melhor avaliado, há reclamações quanto à falta de segurança, do número de alunos por sala de aula e desinteresse dos estudantes.

“Os dados da pesquisa mostram que o governo Alckmin segue cada vez mais pensando em ilhas de excelência, para ter o que apresentar em programa eleitoral. No entanto, vemos que estas escolas acabam expulsando muitos estudantes, quando a escola deveria incluir e não excluir. Como tinha de fechar o noturno para adotar o tempo integral, muito alunos foram embora da escola”, disse a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel.

A pesquisa ouviu 663 pais e mães, 667 alunos e 340 professores de escolas de tempo integral da rede estadual de ensino em São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Piracicaba, Sorocaba, Campinas, Americana, Limeira, Marília, São José dos Campos, Santa Bárbara D’Oeste, Araraquara, Presidente Prudente, Taubaté, Jundiaí e Sumaré. Para conferir a pesquisa na integra, clique aqui.

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