Início São Bernardo do Campo Após seis meses, ocupação do MTST deve ter desfecho positivo para as mais de 8 mil famílias

Após seis meses, ocupação do MTST deve ter desfecho positivo para as mais de 8 mil famílias

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A ocupação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) em São Bernardo do Campo está completando seis meses. De acordo com lideranças do movimento, as negociações com o governo do Estado estão próximas de um desfecho positivo para as famílias.

Foram mais de 180 dias de resistência, uma caminhada até o Palácio dos Bandeirantes, seis marchas até a Prefeitura de São Bernardo e outras duas até a sede da construtora MZM, empresa dona da área ocupada pelo MTST.

Na primeira semana da Ocupação Povo Sem Medo, em 2 de setembro do ano passado, eram 500 famílias. Três meses e meio depois, o acampamento somava mais de 8 mil famílias lutando por um teto.

No fim de 2017, após uma reunião com o Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse (Gaorp), ficou acertado que as famílias seriam cadastradas em programas habitacionais do Estado.

Faltando menos de 30 dias para o prazo estabelecido no acordo, os líderes do movimento estão confiantes em uma solução para as famílias acampadas.

Integrante da Coordenação Nacional do MTST, Josué Rocha afirmou que o Estado apresentou três áreas e, até o início de abril, sairá uma resposta definitiva o destino destas milhares de famílias.

Andreia Barbosa, líder da Ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo, destaca que o sentimento das famílias na ocupação é de esperança. Ela lembrou que a luta por moradia e justiça social valeu todos os esforços ao longo dos últimos seis meses. “A resistência dos moradores valeu a pena, apesar da falta de diálogo com o prefeito Orlando Morando, do PSDB”, diz Andreia.

Josué Rocha disse que, mesmo com o prefeito Orlando Morando trabalhando contra os moradores e pela reintegração de posse da área, o movimento saiu vitorioso. “Temos de deixar bem claro que a atitude do prefeito Orlando Morando não foi digna de um chefe de Executivo. Ele sempre tratou a ocupação como caso de polícia e não como uma questão social”, ponderou Rocha.

Pelo acordo firmado com o Gaorp, no fim de 2017, as famílias permaneceriam no terreno por mais 4 meses, sem risco de um pedido de reintegração de posse.

Para coordenadores do MTST, esse acordo só foi possível graças à resistência dos moradores que, mesmo com a possibilidade de reintegração de posse da área, mantiveram-se firmes no acampamento.

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