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Protesto na Av. Paulista reúne mais de 20 mil pessoas contra Reforma da Previdência

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Movimentos sociais, políticos e centrais sindicais protestaram na Avenida Paulista contra a Reforma da Previdência, articulada pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Segundo organizadores, cerca de 20 mil pessoas participaram do ato realizado na segunda-feira (19).

O Dia Nacional de Mobilização Contra a Reforma da Previdência foi organizado por centrais sindicais e movimentos populares em várias cidades pelo país. Milhares de trabalhadores de diversas categorias profissionais realizaram, ao longo da segunda-feira, paralisações e protestos por várias cidades do Brasil contra as novas regras que pretendem mudar a legislação da Previdência.

A proposta de reforma foi retirada da pauta na segunda-feira (19) por determinação do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), em função da intervenção federal no Rio de Janeiro com o uso das Forças Armadas. Para ser aprovado, o projeto de Michel Temer precisa de no mínimo 308 votos no Congresso já que se trata de emenda constitucional.

Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, as mobilizações dos trabalhadores de todo o Brasil foram um recado bem claro de que a população não aceitará essa proposta de Michel Temer. “Continuaremos em estado de greve, alertas e pressionando os deputados. Derrotamos a Globo, o ilegítimo Michel Temer e os bancos. E isso é graças aos trabalhadores”, ressaltou Vagner Freitas.

Para o sindicalista, Temer tentou criar uma cortina de fumaça ao decretar intervenção federal no Rio de Janeiro. “Foi mais uma manobra do golpista. Nós somos contra a intervenção, até porque não é função do Exército cuidar da segurança pública. Tem de ficar atento, porque pode estender isso para outros Estados com o objetivo de fortalecer o golpe”, afirmou.

Professora da rede pública estadual, Rivânia Kalil ressaltou que o temor dos professores se soma ao de todos os brasileiros que correm o risco de não se aposentar, caso a proposta de reforma de Temer seja aprovada. “Os retrocessos e a retirada de direitos são o resultado do golpe. E essa reforma se soma ao pacote de maldades que Temer quer impor aos brasileiros impedindo suas aposentadorias”, destacou Kalil.

O coordenador nacional da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, foi taxativo: “Os trabalhadores e os movimentos sociais não descansarão até que o projeto da reforma seja retirado da pauto do Congresso em definitivo”. “Precisamos manter a mobilização e ficar atentos. Os maiores interessados na reforma são os grupos de previdência privada e os bancos”, finalizou.

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