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Prefeitura de SBC ignora MP e marca reinício das aulas para o dia 15, após o Carnaval

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O Ministério Público (MP) de São Bernardo e o Conselho Tutelar recomendaram, hoje à tarde (7), após reunião com representantes da Prefeitura, a retomada das aulas nesta quinta-feira. O ano letivo, que começaria no último dia 5, foi adiado por determinação do prefeito Orlando Morando (PSDB) sob a alegação de que as Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) seriam utilizadas como postos de vacinação contra a febre amarela.

Logo após o término da reunião e descumprindo a determinação do MP, a secretária de Educação de São Bernardo, Suzana Aparecida Dechechi de Oliveira, enviou comunicado para todas as escolas da rede informando que as Emebs continuarão sendo utilizadas como postos de vacinação e, portanto, as aulas serão retomadas apenas no dia 15 de fevereiro, após o Carnaval.

De acordo com a promotora de Justiça da Infância e Juventude de São Bernardo Vera Lúcia Acayaba de Toledo, a suspensão do retorno às aulas prejudica a população, uma vez que os pais que trabalham e não têm onde deixar os filhos se prepararam para o retorno no dia 5. “Esta decisão afetou a vida de muitas famílias. Por isso, nossa sugestão ao Executivo Municipal foi a retomada imediata das aulas, uma vez que a procura pela imunização nas unidades básicas de Saúde (UBSs) não está grande”, salientou a promotora.

As recomendações dadas à Prefeitura, pelos dois órgãos de defesa da criança e do adolescente, foram que se ampliasse o horário de atendimento das UBSs para a vacinação, que se estendesse a campanha às UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) 24 horas e o uso das Emebs durante o feriado prologando de Carnaval.

“Demos várias possibilidades ao Executivo para que a vacinação prosseguisse na cidade sem que os alunos fossem prejudicados, mas, infelizmente, os representantes do governo não se mostraram interessados”, ressaltou Juliana Rocha, conselheira tutelar da cidade.

Rosicleia Pereira, mãe de aluna do Centro de Educação Unificado (CEU) do Jardim Silvina, disse que a suspensão das aulas fez com que faltasse dois dias no trabalho. Segundo ela, além dos estudantes, os pais também estão sendo prejudicados. “Não tinha com quem deixar minha filha. Havia me programado para o início das aulas no dia 5, mas, como adiaram, tive de faltar dois dias no meu emprego. E aí eu pergunto: o senhor Orlando Morando pensou nisso quando suspendeu as aulas? Na UBS do Silvina não tem fila nem tumulto para vacinação, então suspender as aulas por quê?”, questionou a mãe.

Participaram da reunião no MP representantes das secretarias de Saúde, de Educação, Procuradoria Geral do Município e do Tutelar.

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