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Sindserv: Sem merendeiras nem entrega de uniformes, Prefeitura adia volta às aulas e culpa a febre amarela

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Educadores e estudantes foram surpreendidos com a informação de que o início do ano letivo em São Bernardo do Campo será adiado, devendo ocorrer somente depois do Carnaval (dia 17). Segundo o governo municipal, algumas escolas serão utilizadas como centros de vacinação contra a febre amarela já que apenas 17 mil pessoas foram vacinadas quando a meta é de 700 mil imunizações.

Sem querer minimizar a crise que se abateu sobre o Estado de São Paulo com a disseminação de casos de febre amarela, há alguns aspectos que precisam ser ditos e a Prefeitura precisa explicar.

O principal deles é em relação ao atraso da “gestão” municipal na contratação de empresa terceirizada para a prestação de serviço de merendeiras. Segundo relatos de trabalhadores da Educação e de merendeiras da empresa que prestou serviços em 2017, confirmados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Refeições Coletivas do ABC, Genivaldo Barbosa, o aviso prévio das merendeiras encerrou-se na terça-feira (30) e ainda não há confirmação de quando a nova empresa estará apta a iniciar o trabalho.

O Sindserv denuncia, há muitos anos, o desmonte do setor de merenda na Prefeitura. Este foi um dos primeiros a sofrer os efeitos da terceirização. Desde então, empresas são trocadas conforme os interesses dos governos de plantão e as denúncias de superfaturamento, desvios de função, não pagamento de direitos trabalhistas, entre outras, se acumulam. Muitos devem recordar dos casos do frango a R$ 25 o quilo e do maço de salsinha a R$17.

Esta crise tem remédio: basta aplicar uma boa dose de concurso público e outra de transparência e honestidade na compra da merenda!

Em uma de suas famosas “lives no facebook”, o prefeito afirmou categoricamente que as aulas começariam com todas as crianças uniformizadas. Agora, também sabemos que a entrega dos uniformes está atrasada. Será que teremos de esperar todos ficarem prontos para que o ano letivo tenha início?

Mais uma vez, o governo municipal adota medida com argumentos bastante frágeis e pode prejudicar educadores e estudantes. A desorganização da gestão e a incompetência do Estado, que permitiu a volta de uma doença do início do século XIX, não podem interferir de maneira negativa nas vidas de milhares de famílias.

O sindicato vai acompanhar de perto as informações que devem sair da reunião prometida pela Secretaria de Educação, nesta quarta-feira (31), e vai tomar todas as medidas para que reposições e outras formas de compensação não prejudiquem, ainda mais, a categoria.

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