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Enquanto Orlando Morando enterra usina de SBC, Diadema reúne empresários para criar a sua

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Idealizada na gestão do prefeito Luiz Marino, além de processar todo o lixo de São Bernardo, a usina que seria instalada na região do Grande Alvarenga também produziria energia elétrica para a cidade. Estratégia inovadora e que faria da cidade pioneira nessa questão, o projeto não avançou porque a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) não autorizou com a licença. E para acabar de vez com o projeto, o prefeito Orlando Morando (PSDB) publicou decreto, no último dia 19, no Notícias do Município de São Bernardo (diário oficial), retirando a declaração de utilidade pública sobre o terreno no qual se previa a construção da usina de incineração de lixo da cidade.

Com esta medida adotada pelo tucano, São Bernardo mostra-se na contramão dos grandes centros urbanos na questão de como tratar o seu lixo produzido. E o exemplo deste contrassenso vem do município vizinho: Diadema. Isso porque, no último dia 24, a Prefeitura reuniu empresários locais para discutir a instalação de um Centro de Processamento de Resíduos (CPR) no município. O encontro ocorreu no auditório do Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo) de Diadema e contou com uma apresentação sobre o projeto, que visa reduzir custos com a destinação de resíduos e gerar energia elétrica.

“Hoje, a cidade gasta muito com o transporte de lixo doméstico, uma vez que é necessária a contratação de duas empresas. Uma para recolher o lixo e levar até o bairro Jardim Inamar e outra para transportá-lo até Mauá, onde fica o aterro sanitário”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Laércio Soares. “Com a construção do centro, a destinação final do resíduo será em Diadema e isso ajudará a reduzir custos”, completou o secretário.

Outra vantagem da construção da usina está na geração de energia elétrica. Segundo Soares, com o processamento do lixo da cidade pelo CPR será possível a geração de energia elétrica que, por sua vez, será vendida a terceiros e utilizada na iluminação de espaços públicos. “Tudo isso vai proporcionar cerca de 50% de economia para o município”, disse.

O que mais chama a atenção é que todos esses ganhos citados pelo secretário de Diadema também constavam do projeto da usina de incineração de lixo de São Bernardo. A pergunta que fica é: por que Orlando Morando não deu sequência ao projeto?

Para se ter uma ideia dos benefícios, basta ler o que o diretor-titular do Ciesp Diadema, Anuar Dequech, fala sobre a possível construção de um centro como esse. Segundo ele, a usina também trará benefícios para as indústrias que, hoje, precisam contratar outras empresas para recolher o lixo industrial. “Esse lixo é levado para Guarulhos e as indústrias acabam gastando muito com isso”, explicou.

O encontro organizado pelo Executivo de Diadema, em parceria com o Ciesp Diadema, teve como objetivo atrair empresas parceiras para a realização do projeto.

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