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Esquerda e movimentos sociais apontam disposição de luta para defender direito de Lula ser candidato

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido, na quarta-feira (24), por cerca de 50 mil pessoas, na Praça da República, em São Paulo, após ter sido condenado por três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, no caso do triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Presente ao ato realizado na Praça da República, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o País não vive mais uma ordem democrática. “Isso força a esquerda a se reorganizar, sem apostar tudo na institucionalidade. Normalidade democrática (no País) foi regra, não exceção. Estamos prontos para lutar. Para prender lula, tem de prender a gente”, disse o senador.

Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, os juízes do TRF4 tomaram uma atitude impensável, que levará a militância para um enfrentamento. “Nós vamos derrubar essa medida nas ruas. Lula será lançado candidato amanhã”, afirmou, destacando o anúncio de sua candidatura à Presidência, que deve ocorrer nesta quinta-feira (25).

A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, ressaltou que essa ditadura que está colocada será enfrentada. “A aparente derrota é válvula propulsora de nossa mobilização”, disse.

“Hoje é um momento triste. Não foi totalmente inesperado, mas sempre havia um pouco de esperança. Houve falhas no processo apontadas, inclusive, por juristas conservadores. O capital financeiro é que comandou esse golpe”, avaliou o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

O ex-prefeito de São Bernardo do Campo e presidente Estadual do PT, Luiz Marinho, reiterou em São Paulo que “se os desembargadores pensam que essa decisão tirou Lula do jogo, estão completamente enganados”.

O secretário do setorial sindical do PT, Paulo Cayres, afirmou que a luta continua independentemente do resultado em Porto Alegre. “Nós vamos para as ruas defender a democracia e o direito de Lula ser candidato”, finalizou.

Os magistrados negaram o recurso da defesa de Lula contra sentença aplicada pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E também aumentaram a pena do ex-presidente de 9 anos e meio de prisão para 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado.

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