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Moradores da Vila Metalúrgica em Santo André sofrem com enchentes há mais de 30 anos

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Toda vez que o céu fica nublado ou as chuvas perduram em Santo André, famílias da Vila Metalúrgica, na divisa com São Paulo, temem por enchentes. O problema existe há mais de 30 anos e, nesta época do ano, provoca transtornos e perdas para as pessoas que moram no local.

Marilza Fiorin, moradora da Vila Metalúrgica, diz que em dia de chuva o bairro fica tomado pela água e que as pessoas não aguentam mais conviver com as enchentes. “É uma insônia constante. Você não dorme mais, se começa a chover. Todo ano, perdemos alguma coisa com a chuva e precisamos sempre recomeçar. Fora o risco de morte que as enchentes provocam.”

Quem caminha pela rua Planaltina nota que a maioria das casas tem comportas para impedir a invasão da água. Sueli Aparecida Paterno salienta que, mesmo assim, os moradores não se sentem protegidos, uma vez que quando chove a água chega atingir 1,80 m de altura. “Eu fico em pânico. Fecho as comportas da minha casa, mas é horrível. Todo dia tem que ter alguém em casa para ficar responsável por cuidar das nossas coisas. Isso não é justo. Cadê as autoridades?”, questionou.

Francisco José Seco ressaltou que, após as enchentes no local, muitos móveis perdidos acabam sendo dispensados pelos moradores nas ruas da vila. Com isso, aumenta a proliferação de ratos e insetos peçonhentos. “A Prefeitura deveria aparecer aqui pelo menos para fazer a limpeza das ruas, mas nem isso ocorre. Todo ano, de dezembro a março, é esse sofrimento.”

A Prefeitura de Santo André informou, em nota, que as casas da rua Planaltina foram construídas na Várzea do Ribeirão, uma área que sempre alaga quando chove demais. Para minimizar os riscos de enchentes, o Serviço Municipal de Saneamento mantém uma comporta no fim da rua, que é limpa a cada 15 dias. Para um projeto maior, como a construção de bombas para captar água no local, a administração municipal ressalta que é preciso fazer parceria com o governo do Estado de São Paulo.

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