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Veja como proteger seus animais durante a queima de fogos do Réveillon

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A tradicional queima de fotos do Réveillon, motivo de alegria e deslumbramento entre as pessoas, acaba sendo um momento de desespero para animais silvestres e domésticos. Entretanto, é possível criar um ambiente seguro para os animais de estimação, minimizando casos de acidentes e de fugas.

Os riscos para os animais são vários. A luz e o brilho dos fogos de artifícios causam mais impacto em animais noturnos, por exemplo, como morcegos e gatos. As bombas e fogos também são prejudiciais ao olfato, porque liberam pólvora, substâncias químicas e metais. Com o som, o problema é mais grave ainda, pois os animais captam os infrasons e os ultrasons, que não são percebidos pelos humanos.

Se alguém soltar fogos em área perto de mata, os morcegos vão perder a capacidade de voar e podem cair ou entrar em alguma residência. Em cães e gatos, devido a sua sensibilidade auditiva, os efeitos também são assustadores.

Segundo a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e especialista em comportamento e bem-estar animal, nesses momentos, os animais têm o chamado comportamento de luta e fuga, ou seja, instintivos de sobrevivência. Ela explica que, assim como os animais, pessoas com autismo e crianças pequenas também se incomodam com os efeitos dos fogos.

Vânia dá dicas que podem ser adotadas para amenizar o estresse e evitar que os animais fujam ou se machuquem. Nas horas próximas à virada, ela orienta quem ainda tem ave em gaiola a deixá-la em ambiente fechado, com água para beber e, sempre que possível, sob o olhar atento do dono.

Para cães e gatos, a dica é administrar calmantes naturais, de preferência, uma semana antes do Réveillon, como florais de Bach. O ambiente não pode ser excessivamente quente nem ter objetos que os animais possam derrubar. Portas e janelas devem estar fechadas. Outra opção são os feromônios de apaziguamento, que podem ser colocados no ambiente para deixá-lo mais harmônico. Essas substâncias são encontradas em casas de produtos veterinários. A especialista recomenda ainda colocar música ambiente em intensidade que vai competir um pouco com o som externo. Existe ainda uma técnica de “enfaixar” o cachorro, que funciona como um abraço, e pode trazer tranquilidade em ambientes hostis.

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