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Saldo de 20 dias da Reforma Trabalhista: perda de 12.296 empregos

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A Reforma Trabalhista, ou deforma trabalhista, foi homologada em 11 de novembro de 2017. Em 20 dias corridos, houve chuva de demissões de contratos de carteira assinada, o que ocasionou até saldo negativo de 12.296 postos entre as contratações e demissões no mês de novembro, apesar de, historicamente, este ser um mês de contratações para o fim de ano.

Não estão nesse número as demissões de professores universitários em dezembro e várias outras não anunciadas, pois foram feitas a conta gotas. Em vários setores da economia se demitiu contratos formais para contratar precarizados, terceirizados, trabalho intermitente e trabalhadores como pessoa jurídica.

O discurso do governo ilegítimo dizia que a reforma iria trazer emprego, investimentos e melhorias para o povo. Assistimos a propagandas o dia todo, com deputados em TVs e jornais se revezando para anunciar a necessidade de modernizar a legislação para que o Brasil voltasse a receber investimentos e crescesse.

Mas a máscara caiu nos primeiros 20 dias da nova legislação, e olha que também dizem que o mercado está aquecido, contratando. Os telejornais só mostram empresas dizendo que estão ou que vão contratar, mas o que acontece é muito simples de entender.

Com a queda de juros, alguns setores se beneficiam e crescem de fato. Algumas empresas até fazem mesmo investimento. Estas sim são pautas nos telejornais, que tentam transformá-las em termômetro para toda a economia. O que ninguém está falando é que, se não houver investimentos do governo federal, estaduais e prefeituras, o crescimento permanecerá pequeno e não levará a lugar algum.

A expressão “voo de galinha”, cunhada nos anos 1990, retorna com toda força: a economia anda um pouco, começa a crescer, mas sem estes investimentos volta a cair. Em uma outra analogia, é como se abríssemos a porta do forno e, em vez de crescer, o bolo murcha.

Outro dado importante dessa equação: não está havendo investimento público porque, no ano passado, o ilegítimo Michel Temer aprovou lei que impede o governo federal de aumentar gastos. Assim, neste ano, o investimento do governo federal em infraestrutura foi menos de 2%.

Desta forma, não haverá crescimento sustentável no Brasil. E para piorar, o governador Geraldo Alckmin acabou de aprovar o congelamento de gastos do Estado para os próximos dois anos. Um exemplo da consequência desta ação: você, que precisa do Hospital Mario Covas ou do Serraria, vai ver como tudo ficara mais difícil no próximo ano.

Quem acredita que haverá mais emprego no ano que vem, se prepare: você acabará substituindo um trabalhador que já ganhava pouco, mas possuía direitos sociais. Em 2018, você será o novo precarizado do mercado de trabalho. E ainda terá de aguentar a baboseira da propaganda dizendo que agora é a Reforma da Previdência que vai dar direitos e criar empregos. Acorda povo!

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