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Investigação do MP descobre ramificações de corrupção no governo Orlando Morando

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A partir de uma conversa em grupo de mães do WhatsApp, o Ministério Público (MP) deu início a uma ampla investigação de corrupção na Secretaria de Gestão Ambiental (SGA), do governo Orlando Morando (PSDB). Pelo que já se apurou e de depoimentos de testemunhas mantidos em sigilo, de vítimas de extorsão para pagamento de propina, essa é só a ponta do iceberg.

A partir da repercussão do caso, da exoneração do então secretário Mário Henrique de Abreu e de outros dois funcionários da pasta, novas pessoas procuram a Justiça para relatar casos como o de venda de licenças ambientais e de funcionários fantasmas. Enquanto a investigação segue, uma fonte avisa: um esquema desse tamanho não deve ter ficado restrito a uma secretaria apenas e envolve outros órgãos da gestão tucana. Duas resoluções do governo Orlando Morando confirmam essas suspeitas. Há poucos dias, o prefeito cancelou todas as licenças ambientais emitidas desde 1º de janeiro deste ano pela secretaria comandada pela quadrilha.

O esquema de corrupção vai muito além da venda de cargos na SGA. Segundo o MP, a quadrilha instalada e comandada pelo ex-secretário Mário Henrique de Abreu, eleito vereador pelo PSDB, também negociava a liberação de multas, licenças ambientais, corte de árvores e até a madeira cortada.

Depois da conversa pelo WhatsApp, agora, foram divulgadas escutas telefônicas revelando valores (R$ 70 mil) cobrados para liberar obras embargadas. O dono de um terreno no Jardim das Oliveiras, por exemplo, foi autorizado a derrubar árvores. Os vizinhos estranharam, já que naquela área isso é proibido.

Para os promotores, o então secretário chefiava o esquema. Um dos indícios é a evolução de seu patrimônio. Mário de Abreu é sócio de uma transportadora de carga. No endereço, registrado na Junta Comercial, a sala indicada está fechada. Segundo os vizinhos, “sempre foi assim”.

O Ministério Público denunciou Mário Henrique de Abreu, apontado como chefe do esquema; Sérgio de Souza Lima, diretor de Licenciamento Ambiental; Tiago Alves Martinez, chefe de Fiscalização; Izaias Antonio de Araújo, servidor público que identificava locais onde seria possível cobrar propina; Simone Cristina de Lima Brito, irmã de Sérgio de Souza e secretária de um escritório de arquitetura da cidade; João Antônio Cambaúva, consultor imobiliário; e André Luiz Poletti, que vendia a madeira cortada. De acordo com o MP, todos foram denunciados por organização criminosa, corrupção passiva e concussão.

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