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Papa Francisco institui 19 de novembro como Dia Mundial dos Pobres

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Em João 3,18 se lê “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdades”. Assim começa o texto do Papa Francisco ao instituir o Dia Mundial dos Pobres, 19 de novembro (próximo domingo). E quanta coisa precisa ser feita neste mundo para os pobres. Hoje, segundo dados da ONU, cerca de 1,3 bilhão de pessoas vive com renda menor do que o equivalente a R$ 5. Seria o equivalente à população de cinco países do tamanho do Brasil vivendo com cinco reais por dia, na mais completa pobreza.

O Papa Francisco afirma, no documento (para vê-lo, clique aqui), que “Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para por a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que freqüentemente são as suas causas, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida”.

Vejam o que diz o Papa, precisamos sensibilizar para as necessidades de tantos e sensibilizar para as injustiças que são as causas da pobreza. Vivemos um momento em que todas as medidas tomadas aumentam a pobreza de nosso povo. O que vemos de nossos governantes são medidas que aprofundam a pobreza. Este dia tem que servir para discutir as causas e os mecanismos que mais causam pobreza no Brasil e no mundo.

Continuam a ressoar de grande atualidade estas palavras do santo bispo Crisóstomo: “Queres honrar o corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm o que vestir, nem O honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto Lá fora O abandonas ao frio e à nudez”.

Portanto, diz o Papa Francisco: “Somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o circulo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma”.

Papa Francisco sabe, como ninguém, entender os problemas do mundo. Como ele sempre diz, toda vez que o lucro vem em primeiro lugar, Deus ficou para trás. Se o que vale mais é ter do que ser, Deus ficou para trás. Que se a exploração do homem pelo homem vence, Deus, de novo, ficou para trás. E que não é possível um mundo em que 100 pessoas tenham riqueza maior do que a de outros 3 bilhões de pessoas.

Será que nós, cristãos, esquecemos do que está escrito em Atos dos Apóstolos 2,45? “Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um.” Ou ainda, o que nos diz Tiago 5-6 usando expressões fortes e incisivas na sua Carta: “Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que O amam? Mas vós desonrais o pobre. Porventura não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais?

Boa reflexão para todos.

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