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Ex-funcionários da Fundação ABC protestam contra demissão em massa em Mauá

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Um grupo de aproximadamente 20 trabalhadores demitidos da Fundação do ABC, que atuava em equipamentos de Saúde em Mauá, protestou na terça-feira (7), na Câmara Municipal, contra as novas demissões em massa e o não pagamento de direitos trabalhistas. Em nota, a Fundação ABC destacou que o Complexo de Saúde de Mauá (Cosam) tem 2.092 funcionários ativos. De janeiro até o início desse mês foram realizadas 516 demissões, mas a fundação alega que não foi informada sobre os motivos dos desligamentos.

Durante a sessão no Legislativo, os servidores terceirizados reclamaram que foram dispensados sem justa causa e ainda não receberam as indenizações. Uma enfermeira demitida do Hospital Dr. Radamés Nardini, que pediu anonimato por medo de represálias, disse que foi demitida sem nenhuma justificativa. “O diretor do hospital desconhecia a minha demissão. Ninguém soube dizer de onde partiu essa ordem. Trabalhei durante seis anos lá e é muito triste ser mandada embora dessa forma e em um momento como esse. O pior é não pagarem os seus direitos trabalhistas”, disse.

O líder de governo na Câmara, Roberto Rivellino Ferraz (PSDC), o professor Betinho, afirmou que já sugeriu um encontro com a direção da Fundação do ABC para obter mais detalhes sobre esses problemas. Ele chegou a falar em criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso.

A Fundação do ABC alega que a Prefeitura de Mauá tem débitos com a entidade no valor de R$ 122,9 milhões por serviços realizados e não pagos desde 2015. Apesar de reconhecer as dívidas com a instituição, o Executivo discorda do valor.

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