Início Categorias Esporte Única novidade do jogo: não havia negros no estádio

Única novidade do jogo: não havia negros no estádio

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Brasil ganhou, jogou fora o Chile da competição, todo mundo feliz. Mas espera ai, futebol não é a alegria do povo? Será mesmo? Com renda de R$ 15 milhões e público de 41 mil pessoas pagantes, temos um ingresso médio, pasmem,  de 370 reais. Imaginem mais uns R$ 80 para estacionar o carro… e a diversão do povo vira diversão de elite.

A toda hora a televisão mostrava imagens do público, brancos e brancas por toda a parte, pessoal animado, gritou, torceu, pulou, se divertiu muito, e ninguém nas TVs comentou nada.

Este movimento faz tempo que começou. Nos anos 1970, a maioria dos jogadores era negra, e a plateia nas arquibancadas também. Com escolinhas de futebol, mais tecnologia para atletas, inovações, foram branqueando os jogadores.  Depois, com uma série de condições colocadas nos estádios, sob o pretexto de atender melhor o consumidor, foi-se fazendo um grande apartheid social. Cada vez mais caros os ingressos e cada vez mais brancos no futebol.

As pessoas sequer percebem isso. A dívida deixada por 350 anos de escravidão, a falta de investimento em educação, o preconceito reprimido das pessoas, que não dão oportunidades para que os desiguais se tornem iguais, faz com que parcela significativa da população seja permanentemente excluída, marginalizada e não entre no mercado de consumo.

Precisamos pensar um Brasil para todos os brasileiros, no qual todos tenham oportunidades iguais.

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