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Metalúrgicas de Diadema fazem ato em repúdio à violência contra a mulher

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Metalúrgicas de Diadema realizaram, na manhã de terça-feira (10), ato para repudiar toda forma de violência contra a mulher. A manifestação das mulheres, ligadas ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ocorreu em homenagem a Geyse Andrade Silva, ex-funcionáriada Revoluz, assassinada em agosto pelo ex-companheiro no município de Diadema.

Durante o ato, foi lançada a Campanha “Basta! Mulher não é saco de pancada”, que prevê uma série de atividades em empresas do ABC durante todo o mês de outubro.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 47 mil mulheres foram mortas nos últimos dez anos no Brasil. A grande maioria foi vítima de agressões com arma de fogo, objetos cortantes, sufocamento e violência sexual.

Um levantamento elaborado pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais revela ainda que a cada duas horas uma mulher brasileira é assassinada pelo homem com quem teve relação afetiva.

Esses dados motivaram a Comissão de Mulheres Metalúrgicas do ABC a realizar, durante todo o mês de outubro, um movimento de combate à violência contra a mulher.

De acordo com a secretária de Formação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Michele Marques, o objetivo do ato realizado na terça-feira foi colocar o tema do “feminicídio” em discussão, chamando a atenção da categoria metalúrgica, formada em sua maioria por homens.  “A gente não pode se conformar com essa situação. Durante esse mês, nós vamos vender camisetas da nossa campanha “Basta! Mulher Não é Saco de Pancada”. Toda renda obtida será entregue à família da companheira assassinada aqui em Diadema”, disse Michele.

A vereadora Ana Nice Martins, do PT de São Bernardo Campo, destacou que não se pode mais aceitar a morte de trabalhadoras simplesmente pelo fato de serem mulheres. “Tem que existir uma transformação cultural para poder combater esse tipo de violência contra a mulher. O homem acaba vendo a mulher como objeto de seu desejo e a gente tem que combater isso no dia a dia”, ressaltou.

Geyse Andrade Silva deixou dois filhos, uma menina de 4 anos e um menino de 3 anos. A montadora Joelma Marques, funcionária da empresa Revoluz, conta que a jovem era dedicada ao trabalho e à família. Para ela, a campanha de combate à violência lançada em Diadema servirá para conscientizar as trabalhadoras sobre a importância de denunciar qualquer tipo de agressão. “Mesmo sem a gente saber, tem muitas mulheres que sofrem agressões. Essa mobilização vai ajudar muita gente a denunciar os agressores.”

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, ressaltou que a cultura machista está por trás da violência contra a mulher. “No fundo a razão disso tudo é o machismo, que deve ser combatido por homens e mulheres. Não se pode tolerar qualquer tipo de agressão”, disse.

No próximo dia 30, a Comissão das Mulheres Metalúrgicas fará uma grande caminhada de combate à violência contra a mulher. O ato está previsto para ocorrer a partir das 14h, na Rua Marechal Deodoro, no Centro de São Bernardo do Campo.

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Um comentário

  1. Helena

    11 de outubro de 2017 as 9:19 am

    É isso aí! Chega de violência contra as mulheres!

    Responder

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