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Pesquisa aponta piora da qualidade de ensino nas escolas públicas estaduais de São Paulo

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De acordo com a pesquisa, realizada pelo Instituto Locomotiva, a pedido da Apeoesp, realizada em 155 municípios, 74% das pessoas entrevistadas afirmaram que a qualidade da educação nas escolas públicas de São Paulo piorou nos últimos anos. A maioria dos professores, dos pais e dos estudantes tem o mesmo entendimento.

O estudo também mostrou que os principais problemas percebidos nas escolas são a falta de segurança, indisciplina, baixo aprendizado, infraestrutura inadequada e baixa motivação de professores.

Outro dado importante é que a maioria da população pesquisada é  contrária à progressão continuada da maneira como é aplicada hoje. Ou seja, quase a totalidade dos entrevistados é contra a aprovação automática.

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e responsável pela pesquisa, os dados comprovam que as escolas públicas estaduais de São Paulo não ensinam, não preparam e não formam para o futuro.

“O que estamos vendo é que da forma que está, os alunos não aprendem nada e completam todo o ensino médio sem conceitos básicos sobre o mercado de trabalho”, constata Meirelles.

Outro ponto que chama atenção é que os estudantes têm, em média, seis aulas livres por mês, devido à ausência do professor. Esse fato, segundo a pesquisa, se reflete no desinteresse dos estudantes, uma vez que apenas 27% realizam atividade pedagógica nesse período.

Para Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, a UPES, o estudo retrata o declínio da escola pública em São Paulo. “Os números apresentados mostram e comprovam como a Educação deixou de ser prioridade há muito tempo pelas gestões do PSDB. Infelizmente, esse é o retrato das escola pública no Estado de São Paulo”, ressalta.

A contínua desvalorização do professor também é percebida por todos os entrevistados. Para 95% dos pais e 84% dos professores, os docentes não são valorizados pelo governo do Estado.

Segundo a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, o descaso com a educação inviabiliza a formação das futuras gerações, pois a educação não é vista como prioridade pelo Estado.

“Temos de deixar bem claro que o responsável por esse quadro que vivemos na educação de São Paulo tem nome. Chama-se Geraldo Alckmin. Isso tudo porque os tucanos não veem a educação como prioridade há muitos anos”, pondera Bebel.

A pesquisa Qualidade da Educação nas escolas estaduais de São Paulo ouviu 2.553 pessoas, sendo 649 entrevistas com a população maior de 18 anos, 600 pais, 602 estudantes e 702 professores da rede estadual de ensino.

As entrevistas foram realizadas entre os dias 1 e 11 de setembro de 2017, em todas as regiões do Estado de São Paulo.

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