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Como nos preparamos para a maternidade?

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Desde o primeiro momento, quando nos confrontamos com a certeza da gravidez, mil coisas passam por nossas cabeças: sentimos medo, alegria, desespero, insegurança, ansiedade, enfim, somos invadidas por mil sentimentos ambivalentes e simultâneos. Mas, passado o choque inicial, começamos a nos preparar para uma série de mudanças que virão.

Em primeiro lugar, marcamos consulta com ginecologista para iniciar o pré-natal. Além disso, começamos uma série de procedimentos para cuidar do nosso corpo e preparar a casa para a chegada do filho: passar óleo de amêndoa para evitar estrias, cremes, drenagem; compramos todas as roupinhas que vemos pela frente e escolhemos a decoração do quarto.

Porém, além desses cuidados que são importantes, fazemos a vocês a seguinte pergunta: como nos preparamos psicologicamente para esse evento que mudará nossas vidas para sempre? E a resposta é simples: não nos preparamos!

Muitas vezes não temos esse preparo, pois não consideramos a importância das mudanças que acontecerão e seus impactos sobre nós. Há uma crença cultural de que nós, mulheres, fomos programadas para “padecer no paraíso”. Mas será que sempre teremos de padecer? Será que a maternidade é sempre um paraíso?

Durante a gestação e o pós–parto, nosso corpo muda independente de nossa vontade. Algumas mulheres se acham lindas nessa fase. Outras simplesmente não se reconhecem. O que era um casal virou família. A mulher que até então era filha, será mãe. Todas as nossas relações são ressignificadas. Frente a isso, é extremamente importante que durante a gestação nos preparemos também psicologicamente para assimilar tantas mudanças: corporais, na relação conjugal, na dinâmica familiar, na carreira, na identidade e tantas outras.

Por mais que nos informemos, nunca estaremos realmente preparadas para o puerpério e pós-parto, porém, se buscarmos ajuda profissional, podemos fazer com que as mudanças sejam vivenciadas de uma forma mais leve e saudável.

Nem sempre a amamentação será mágica. Muitas vezes teremos dúvida de nossa capacidade.  Nossa vida sexual mudará. A relação com nossos familiares será diferente. Sendo assim, é necessário saber que existem dificuldades importantes e reais no puerpério, mas que também existem vários caminhos para enfrentá-las de uma maneira saudável e positiva, de forma que o pós-parto seja benéfico para a mãe e para o bebê.

Desta forma, é fundamental que façamos também o acompanhamento psicológico no pré-natal, para que possamos nos reconhecer em meio a todas essas mudanças, para que entendamos as dificuldades e possamos definir estratégias para superá-las ou, minimamente, passar por elas sem tanto prejuízo.

O cuidado de si é prioritário. Só assim podemos cuidar do outro, seja ele nosso filho, companheiro(a) ou familiar.

 

Neliane Lazarini – Psicóloga – Contato Tel. 98276-9104 | neliane.lazarini@hotmail.com

Adriana Navarro Romagnolo – Psicóloga

 

 

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