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Independência da Catalunha,  por que agora?

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Da Espanha, ouvíamos muito falar do povo Basco que nos anos de 1970 e 1980 lutavam pela separação do governo da Espanha. Usava-se, inclusive, a expressão País Basco. Esta luta era de forma violenta, com atentados à bomba a símbolos espanhóis. Depois, eles decidiram se tornar um partido político e disputar suas ideias no parlamento.

A Espanha é composta hoje por vários povos, como Valencianos, Catalão, Basco, Andaluzes, entre outros, que foram no passado forçados a ser um só país. Guerras e ocupações forçaram a subordinação a um único rei. A vontade de cada povo ou nação nunca foi levada a sério.

O primeiro partido a pregar a autonomia da Catalunha monta de 1901 e, de lá para cá, nunca teve forte respaldo político e popular. Pouco antes da guerra civil espanhola, em 1934, tentou criar ali um novo país, mas as tropas do General Franco massacraram todo tipo de resistência.

No ano 2000, o Tribunal Constitucional retirou da região Autônoma da Catalunha a expressão “nação”, como hoje se identifica um povo que tem costumes, cultura, culinária e língua próprios. A partir deste período, foi aumentando as discussões de separação da Espanha.

Agora, neste ano de 2017, as condições estavam criadas. Há um governo de direita que soube aproveitar o anseio popular, uma burguesia que quer mais, e não o consegue sob o governo espanhol, e uma ideologia contra a unidade dos povos que vemos nas lutas dos imigrantes e refugiados.

A Catalunha é responsável por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol, e a região com este discurso atrasado não quer mais ajudar o resto do país a combater as desigualdades e pobreza que lá também existem. É a lógica do “vamos nos salvar e danem-se os demais”. Como se isto fosse possível.

Seria a mesma história de o Estado de São Paulo querer se separar do resto do Brasil, na lógica de que sozinhos seríamos fortes.

Eles querem se separar da Espanha, mas não querem sair da Comunidade Europeia porque sabem que vão precisar da ajuda dos países grandes de lá, como França e Alemanha. Para a Espanha entrar na Comunidade Europeia, assim como Portugal, ela recebeu ajuda maciça de investimentos de outros países para diminuir a desigualdade que espanhóis e portugueses tinham em relação a outros países europeus.

Agora, quando eles precisam ajudar o resto da Espanha, querem pular fora. Esta lógica, de que “quero tudo para mim”, é o que prevalece no mundo hoje. Na França, a direita  xenófoba tive votação surpreendente, nos EUA um sem noção assume a Presidência e na Alemanha um partido claramente neonazista consegue chegar ao parlamento. Coisa que já havia acontecido recentemente na Holanda e na Bélgica.

Com tudo isso, o plebiscito apoiado pelos de renda maior foi feito. O governo central espanhol não soube dialogar com os catalães, usou a força de forma e hora erradas e um grande imbróglio esta à vista. Vamos acompanhar para ver, mas se a moda pega…

 

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